Santana do Seridó
Paróquia de Sant’Ana realiza estudo sobre a CF 2009
Foto: Diana
Agentes de Pastoral
Realizou-se na Paróquia de Sant’Ana em Santana do Seridó no dia 14/03 o estudo da Campanha da Fraternidade 2009, que tem como Tema: Fraternidade e Segurança Pública, e como Lema: A Paz é Fruto da Justiça. O estudo aconteceu na Escola Estadual João Vilar da Cunha, às 19h, contando com a presença do pároco Pe. Emanuel, Diretoras das Escolas, Presidente do Sindicato e missionários da comunidade. Foram expositores os seguintes agentes de pastorais: Paulo Veríssimo e Euzinete, ambos da Paróquia de São Sebastião de Parelhas, que, juntamente com a missionária Verônica, participaram do encontro diocesano.
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical – Mc 1,12-15
Resisti ao diabo e ele fugirá de vós
(1º DOMINGO DA QUARESMA – Ano “B” – 01/03/2009)

Já podemos sentir que estamos vivendo um momento difícil, não só pela crise econômica mundial, mas por uma crise muito mais profunda: a de que muitas pessoas ultimamente estejam perdendo o sentido de suas vidas. É um vazio total. Por isso, chega até nós, oportuno e necessário um tempo de reflexão que nos leve a uma renovação interior para encontrarmos ou reencontrarmos as razões desta vida.
Não fomos criados para vivermos de máscaras como no carnaval. Na Quaresma, devem cair todas as máscaras que colocamos para esconder as nossas tristezas, medos, dificuldades, más inclinações, pecados. Quaresma é tempo de seriedade, de esperança, de coerência, de reflexão, de conversão.
Começamos a Quaresma com a imposição das cinzas, símbolo da fugacidade das coisas terrenas e do caráter passageiro desta vida terrena. Agora, começamos um período de transformação interior. E, no 1º Domingo desta Quaresma, o Evangelho proposto é o que segue o relato do Batismo, no qual Jesus é declarado o Filho predileto do Pai. Logo após o Batismo, o Espírito o conduz na solidão do deserto. Esta informação nos indica que tudo o que Jesus fizer será determinado pelo Espírito, em função de sua união com o Pai.
Jesus vive e age sempre no Espírito, mesmo que isto às vezes não seja anunciado no texto. Como o povo de Israel passou quarenta anos no deserto, assim Jesus passa quarenta dias no deserto. E também como o povo é colocado à prova, assim Jesus é provado. O evangelista Marcos não expõe como Mateus quais eram as tentações, mas simplesmente diz que durante estes quarenta dias, Jesus foi tentado.
“Vivia entre os animais selvagens e os anjos o serviam” (indicação de que os anjos o alimentavam). Antes de Jesus começar o seu ministério entre os homens, o evangelho esclarece sua relação com seres inferiores e superiores. O universo inteiro é submisso a Jesus.
O satanás, anjo rebelde, cuja tarefa principal é instigar à conduta contrária à vontade de Deus, tenta Jesus. Mas a união de Jesus com Deus é tão firme e certa que Marcos mesmo não indicando nenhum conteúdo da tentação, e mostrando o fato de Jesus ser tentado em vista de sua natureza humana, ele nos mostra que é possível resistir e permanecer fiel. O vínculo de Jesus com Deus é, portanto, colocado à prova e confirmado na tentação, e manifestado na relação com as feras e com os anjos, e com satanás (seres não humanos).
A segunda parte do Evangelho indica que Jesus, “depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia”. De fato, ele se criara lá em Nazaré (norte da Palestina); e daí, tinha ido até João no Jordão para ser batizado. Agora, ele volta a Galileia, pois é aí que começa a sua missão pública.
O evangelista usa o termo “foi entregue” (foi preso) para João Batista, e mais adiante, para Jesus e para os discípulos, porque assim quer mostrar a comunhão de destinos entre o precursor, o próprio Jesus e os seus seguidores.
Pois bem, Jesus anuncia o Evangelho de Deus, a alegre notícia. Pra isso, ele usa duas frases: “o tempo já se completou e o reino de Deus está próximo”. Ou seja, Deus já completou o tempo, assim seu Reino está próximo. O primeiro enunciado de Jesus atribui ao tempo presente uma qualidade particular; o segundo diz mais respeito em que coisa consiste.
Nós vivemos sempre no espaço e no tempo. O tempo, porém, no qual Jesus aparece na terra, é excepcional, é um kairós, o tempo do cumprimento e da decisão. Aquilo que foi anunciado no Antigo Testamento e que por muito tempo foi esperado com desejo, se cumpre agora e é causa de uma alegria fora do normal. O kairós é também tempo de decisão, que pode ser utilizado de maneira correta ou também ser desperdiçado.
Por isso, Jesus liga a este anúncio um mandamento, com o qual diz o que seus discípulos devem fazer para esperar este Reino. Esperar sim. Jesus não diz que o reino já está aqui, mas que está próximo. Porque ainda não está aqui, ele convida a acreditar no Evangelho. Não temos necessidade de crer naquilo que vemos. Por isso, Jesus nos ensina a rezar por aquilo que vem: “venha a nós o seu Reino”. Se o Reino já fosse presente, não teríamos necessidade de pedir pela sua vinda. Portanto, a oração é o ato mais sublime de nossa acolhida com fé a mensagem de Jesus.
Assim, o mandamento que segue o anúncio explica o modo no qual este deve ser escutado. São duas as ações que não devem ser observadas só uma vez na vida, mas devem ser atitudes de toda a nossa vida: mudar mentalidade (converter-se) e acreditar.
Por fim, a tradução: “convertei-vos e crede no evangelho” pode dar a impressão de que o Evangelho seja o objeto da fé e seja separado do ato de converter-se. O que não é verdade. Temos que ligar o Evangelho tanto ao ato de fé como também à conversão. O Evangelho é a base fundamental da conversão e da fé.
O que o texto nos diz?
Quanto a nós, devemos nos orientar através da clareza e da decisão de Jesus. Não podemos nos enganar, pensando que estamos livres de uma luta cansativa com o tentador. Porém, hoje recebemos esta boa notícia: existe alguém que permanece fiel a Deus. Mesmo que não resistamos à prova e caiamos freqüentemente, só o fato de que há alguém que permanece firme e fiel a Deus nos deve infundir alegria e coragem.
As tentações não foram para Jesus um jogo de ficção, foram verdadeiras provas, como existem diariamente para o cristão e para a Igreja. E justamente por ter sido verdadeiramente provado, Jesus é exemplo e pode ajudar a quem está na prova. Ele realmente lutou contra satanás sobre a escolha de possíveis métodos e caminhos para realizar sua missão de Messias.
As tentações são uma síntese significativa de um longo período de luta contra o mal, sustentada por Jesus nos 40 dias de deserto e durante toda a sua vida, compreendida a cruz. As tentações do satanás são ciladas sutis que aparentam ser boas, mas de fato conduzem ao mal. Marcos quer nos advertir para não nos enganarmos e evitarmos semelhantes emboscadas.
A exortação a mudar a própria mente mostra que, diante do Evangelho, aqueles que o escutam não podem fazer de conta que não ouviram nada, mas devem manifestar-se, é preciso mudar a própria atitude interior, desde as bases. É necessária uma mudança no coração de cada um para daí tirar forças para lutar contra o mal e saborear o Reino que se aproxima.
Perguntas que me ajudam a meditar:
Deixo-me conduzir pelo Espírito de Deus? Para onde o Espírito de Deus tem me conduzido ultimamente? Tenho tido facilidade em percebê-lo? O “deserto” significa algo para mim? Que tentações tenho que enfrentar na minha vida atual? Que tipo de armadilhas Satanás arma contra mim para me enganar? Eu consigo resistir a ele algumas vezes ou eu cedo sempre? Sei a diferença entre tentação e pecado? Também consigo perceber a diferença entre uma tentação do maligno e uma provação de Deus? Qual o meu empenho para converter-me, ou seja, mudar a minha mentalidade desde a base segundo o Evangelho? Creio realmente no Evangelho?
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical – Mc 2,1-12
O perdão vence o pecado
(7º Domingo do Tempo Comum – Ano “B” – 22/02/2009)

O Evangelho de Marcos, que nos tem acompanhado nestes últimos domingos, vem mostrando vários relatos de curas. E Jesus sempre nos surpreende. Nenhum milagre é igual a outro: veremos que o do Evangelho deste domingo é verdadeiramente especial.
Domingo passado, vimos a fé do leproso que vai ao encontro de Jesus, dizendo: “se queres, podes curar-me”, expressão pessoal de confiança total em Jesus. No Evangelho de hoje, o enfermo é um paralítico; no relato, ele não fala nada, parece até não interessado no que está acontecendo.
São quatro pessoas, porém, que fazem de tudo para que o enfermo encontre Jesus. Visto que não puderam fazer entrá-lo pela porta por causa da multidão, abrem o teto da casa onde Jesus estava e o fazem descer por aí. Jesus vê esta fé inabalável. Não se trata, neste caso, da fé do paralítico, mas da fé daqueles que o acompanham e representam a comunidade.
Então, Jesus vendo a fé deles, diz: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. E aqui começa mais uma controvérsia com os famosos doutores da lei. O mais lógico seria que Jesus tivesse simplesmente curado o paralítico como nos outros relatos de cura. Mas não! Ele perdoa-lhe os pecados. Podemos até imaginar a cena: enquanto todos estão esperando ver o milagre, já visto espetacularmente antes, Jesus parece decepcionar a multidão e pior, segundo os mestres da lei, blasfemar.
A verdade é que Jesus aproveita o fato para tratar do tema do pecado. Como já vimos, ele trata os pecadores de uma maneira toda particular. Ele, como Filho de Deus, veio redefinir o pecado segundo outro pensamento, aquele de Deus, derrubando o legalismo hipócrita e muitas vezes cruel da lei judaica.
Jesus não concebe o pecado como a não observância das normas frias da lei nem dá atenção às aparências. Antes, ele considera o pecado no sentido mais amplo e profundo da recusa de se estar em comunhão com Deus, da falta de vontade do ser humano de fazer comunhão com Ele.
Para entendermos o pecado na visão de Jesus, devemos partir não dos preceitos, das leis, mas do amor gratuito de Deus, da misericórdia com a qual o Pai ama os seus filhos não obstante os seus erros, da vontade com a qual Ele tenta recuperar os filhos perdidos justamente porque são pecadores. E, sobretudo, é necessário partir do conceito de que os pecadores são os destinatários privilegiados da mensagem divina de salvação, totalmente o contrário da antiga aliança, onde tais “pecadores” eram rejeitados e excluídos da sociedade.
As palavras de Jesus quase sempre são acompanhadas de gestos concretos de amor. A misericórdia, diferentemente da justiça legalística e taxativa dos hipócritas, e, consequentemente, também a atitude de Jesus é desconcertante: ele não se preocupa logo em querer que os pecadores se arrependam para serem readmitidos na comunidade, mas antes de tudo, ele mesmo se aproxima deles com a finalidade de fazer a comunhão destes pecadores com o Pai através de sua pessoa.
Ele vai buscar os pecadores por primeiro sem esperar que eles se decidam pela redenção. Certo, Jesus dirá: “convertei-vos e crede no Evangelho”, mas isto não antes de ter manifestado o amor de Deus e a sua solicitude para com o pecador também, porque, além de tudo, a conversão consiste na aceitação e assimilação da misericórdia e da bondade do Pai e na convicção indispensável de que nós temos necessidade desse amor para sermos salvos e perseverar na vida cotidiana. Ou seja, depois de ter-nos mostrado o seu amor, é que Jesus nos convida a revermos a nós mesmos.
Assim, como Jesus revela que o paralítico é um pecador e lhe perdoa os pecados, assim também conhecendo os pensamentos dos doutores da lei, age de modo para que também eles revejam seus pontos de vista, já que estes acusavam Jesus do pecado de blasfêmia justamente pelo que disse ao paralítico.
Isso devido à mentalidade do Antigo Testamento que afirmava que o perdão dos pecados era uma prerrogativa exclusiva de Deus. Como o próprio profeta Isaías nos mostra na I leitura, é Deus mesmo e nenhum outro, a origem e autor de todo perdão: “sou eu, eu mesmo, que cancelo tuas culpas por minha causa e já não me lembrarei de teus pecados” (Is 43,25). O Antigo Testamento era o terreno no qual Deus perdoava o pecado e readmitia o pecador só por meio de normas e leis totalmente humanas, como por exemplo, o sacrifício expiatório do culto.
Eis o porquê da reação polêmica e dura dos mestres da lei, pois eles não aceitavam em hipótese alguma que um homem (desconheciam a divindade de Jesus) tivesse autoridade sobre o pecado, colocando-se no lugar do próprio Deus.
Mas à reflexão rígida deles: “como este homem pode falar assim...”, Jesus opõe a própria pergunta: “por que pensais assim em vossos corações?”, sugerindo novos pontos de vista para o julgamento deles. E fala claramente de um dado que os doutores da lei devem conhecer, ou mesmo devem estar convencidos: que o poder de perdoar os pecados pertence realmente ao Filho do homem. Assim, Jesus joga uma pergunta e dá uma ordem, a qual segue logo a conseqüência.
“O que é mais fácil, dizer ao paráclito: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda”? A resposta é clara: com relação ao dizer, não há diferença, a diferença está na possibilidade de se verificar a eficácia deste dizer. Ninguém pode ver se os pecados estão realmente perdoados; mas que à ordem de Jesus, o paralítico se levante, isto pode constatar cada um dos presentes. A constatada eficácia de uma das duas palavras não é necessariamente a prova absoluta do valor da outra. Porém, também não admite que tal valor seja simplesmente negado, e exige que os doutores da lei reexaminem com profundidade a tomada de posição deles.
Assim, Jesus dá a ordem e o paralítico se levanta imediatamente diante de todos. Cada um pode ver com os seus próprios olhos que a palavra de Jesus tem por efeito aquilo que nela é proclamado. Volta-se o tema da palavra com autoridade de Jesus. Ele fala e essa palavra produz. O próprio homem leva para a casa sua cama. Todos ficam pasmos e louvam a Deus. Entenderam e reconheceram que por trás daquilo tudo que Jesus fazia, aí estava Deus.
À fé inicial dos que conduziram o paralítico para Jesus o curar, Jesus revela o verdadeiro objetivo do seu caminho: o encontro com a sua pessoa inaugura o tempo da salvação definitiva. Deus está aqui, na pessoa de Jesus, como aquele que perdoa.
O que me diz o texto?
Qual o meu esforço como comunidade para que o outro possa encontrar-se com Jesus? Rezo pelos outros, ofereço algum sofrimento pelos mais necessitados? Entendo que o Senhor curou o paralítico justamente em virtude de tal oferta? Como trato as pessoas com deficiência?
Tenho uma fé-confiança inabalável em Jesus como a daquelas quatro pessoas?
Permito que Jesus me perdoe? Aceito o seu perdão? Quanto tempo faz que não me confesso individualmente? Ainda tenho atitudes legalistas para com meus irmãos? Sou consciente que posso vencer o pecado com o perdão?
Enfim, o que me a diz afirmação de que o Filho do Homem tem o poder sobre a terra de perdoar os pecados Jesus numa sociedade como a nossa que perdeu o sentido do pecado?
Que Jesus nos livre da maior das paralisias: do pecado.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Jardim do Seridó
PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO REALIZA ASSEMBLÉIA DE PASTORAL
Foto: Ademilson Azevedo

Coordenadores das Pastorais reunidos na Assembléia
Aconteceu nos dias 13 e 14 de fevereiro do corrente ano na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição a Assembléia Paroquial de Pastoral envolvendo todos os coordenadores das Pastorais, Movimentos, Serviços e Associações da referida Paróquia.
A Assembléia que iniciou no sábado (dia 13), às 19h30, no Centro Pastoral Coração de Jesus teve como primeira atividade uma avaliação sobre os trabalhos das diversas Pastorais no ano de 2008. Na oportunidade o Pároco, Padre Joaquim, pôde observar de cada coordenador todos os pontos positivos e negativos como também sugestões para o melhoramento das atividades para este ano de 2009.
No domingo (dia 14) foi exibido inicialmente um DVD sobre a Campanha da Fraternidade deste ano, que tem como tema: Fraternidade e Segurança Pública e como lema: A Paz é o fruto da justiça. Logo após houve a elaboração do calendário, planejando assim todos os compromissos para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição neste ano de 2009, dando ênfase às três prioridades de nossa Diocese: Juventude, Catequese e Missão.
Parelhas
Reinauguração da Rádio Rural AM Parelhas
Foto: Pe. Emanuel
Dom Delson e amigos da rádio
A Paróquia de São Sebastião de Parelhas, nessa sexta-feira, dia 13 de fevereiro, rendeu graças a Senhor por mais uma bênção concedida ao povo de Deus presente nesta terra e na Diocese de Caicó. A razão de todo esse júbilo foi a edificante presença do nosso bispo diocesano, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, que veio reinaugurar as instalações da Rádio Rural AM Parelhas, cujos novos equipamentos são de tecnologia digital.
O cerimonial teve início às 16h, sendo este apresentado pela jornalista Joelma de Souza. Em seguida, o Excelentíssimo e Reverendíssimo Bispo de Caicó, Dom Delson, conferiu a bênção aos novos equipamentos. Proferiram palavras de agradecimento o Mons. Ausônio Tércio, o Pe. Ivanoff Pereira e o Pe. Alcivan Tadeus. Ainda do clero diocesano se fizeram presentes: Mons. Raimundo Sérvulo, Pe. Welson Rodrigues, Pe. Gleiber Dantas, Pe. Rivaldo Pereira, Pe. José Marcos e o Pe. Emanuel Araújo. Prestigiaram aquele acontecimento várias autoridades constituídas, inclusive de outros municípios, e o povo em geral.
A Rádio Rural de Parelhas, cujo trabalho delineia as vias da credibilidade tem grande aceitação em toda a região do Seridó oriental. Pertencente à Diocese de Caicó, é uma grande propulsora na missão evangelizadora da Igreja e prima sempre pela verdade.
Santana do Seridó
Paróquia de Sant'Ana realiza Assembléia de Pastoral
Foto: Diana

Agentes de Pastoral
Realizou-se na Paróquia de Sant’Ana mais uma assembléia de pastoral, contando com a presença de coordenadores e membros das diversas pastorais, movimentos e associações que, com o Pe. Emanuel, planejaram as atividades que deverão ser desenvolvidas na comunidade durante este ano, em comunhão com as propostas de atividades do Zonal V e da Diocese de Caicó, que neste ano celebra o seu 70º aniversário.
A assembléia teve início na noite do dia 07, com uma oração inicial em torno da Palavra de Deus; prosseguindo com a apresentação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2008-2010 feita pelo Pe. Emanuel, pároco da paróquia, e concluindo com a análise das atividades realizadas no ano de 2008. No dia 08, pela manhã, iniciando com uma oração, trabalhou-se na confecção do calendário litúrgico-pastoral.
Permanece como prioridade da Diocese os seguimentos: JUVENTUDE, CATEQUESE E MISSÃO.
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical – Mc 1,21-28
A autoridade da Palavra que liberta
(4º Domingo do Tempo Comum – Ano “B” – 1º/02/2009)

O Evangelho que nos é apresentado neste 4º domingo do tempo comum, nos mostra como desde o início de sua obra, Marcos apresenta Jesus como um mestre extraordinário quer nas suas palavras quer nas suas atitudes: um mestre que deixa as pessoas maravilhadas porque ensina com autoridade. Como veremos, o que acontece nessa primeira atividade pública de Jesus é o que caracterizará toda a sua obra.
Em primeiro lugar, Jesus vai a Cafarnaum acompanhado de seus discípulos, os quais igualmente deixam a sinagoga junto com ele (1,29); é a tarefa principal do discípulo que aqui aparece: seguir Jesus, onde quer que ele vá, e deixando-se influenciar por ele.
Lá na sinagoga, Jesus ensina. Ensinar é a sua atividade principal, desde o início até o fim de sua missão. Jesus é o Rabbi, Mestre. No texto em questão, a característica principal da sua qualidade de mestre é o efeito do seu ensinamento, que percebemos a partir da experiência dos ouvintes na sinagoga. O povo ficou extasiado; o povo se deu conta da autoridade particular de Jesus, reconhecendo a grande diferença entre o ensinamento dele e o dos escribas. Temor, surpresa, admiração, mas também tantas esperanças foram os sentimentos que aquele novo Rabbi misterioso, convincente e poderoso, suscitou no coração de todos (logo se espalhou por toda a parte).
Os escribas conhecem as Escrituras de cor e salteado, sobretudo os cinco livros da Torá (Pentateuco). Eles as interpretam, e indicam ao povo como devem se comportar para fazer a vontade de Deus. Jesus ensina diferentemente. Ele fala e age. O fato de Marcos ter unido e interligado o anúncio de um ensinamento dado com autoridade e o relato da expulsão de um demônio dá ao conjunto um significado particular: o ensinamento se reduz aqui a ordem que Jesus dá ao demônio: “Cala-te e sai dele!”. O evangelista apresenta tudo como se fosse exatamente esta a palavra cheia de autoridade de Jesus. De fato, esta autoridade não se reduz ao prestígio da palavra ou a um modo convincente de expressar-se. Mas consiste na eficácia de uma palavra que produz aquilo que diz. Por isso, não é sem importância que a cena se desenvolva numa sinagoga e que Marcos contraponha a autoridade de Jesus àquela dos escribas. O texto sugere a oposição entre a ineficácia da lei e a eficácia da Palavra de Cristo.
Os escribas, por sua vez, acusam Jesus de blasfêmia. Isto faz com que percebamos que toda a sua atividade pública no evangelho de Marcos é acompanhada por essa tríplice característica: Jesus está sempre acompanhado pelos discípulos, é muito admirado pelo povo e é rejeitado pelos chefes religiosos judaicos.
Jesus expulsa os espíritos maus. É este o ensinamento que resulta numa ação potente presente em nosso texto. Na linguagem bíblica, os espíritos maus, imundos, aparecem como poderes não humanos, estão em oposição ao Espírito Santo de Deus e fazem o mal às pessoas. Desviam as pessoas, impedindo-as de agirem livremente. Mas Jesus é bem superior a eles. Com uma só palavra vence o poder deles, libertando a humanidade da escravidão, e restituindo a ela a liberdade.
Tudo isso porque Jesus tem uma relação especial com Deus, a qual reconhecem em primeiro lugar os demônios. Na sinagoga, um deles grita: “que queres de nós, Jesus nazareno? Viestes para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. Aqui aparece a missão e a identidade de Jesus, revelada pelo espírito mau que se descontrola diante de Jesus.
O relato do homem possuído por um espírito imundo, que grita e se contorce, leva a algumas reflexões sobre a existência dos espíritos maus que, de forma múltipla e dramática, atormentam pessoas no corpo e no espírito. Hoje, com a ciência, já sabemos que muitas doenças atribuídas ao demônio, eram e são ainda hoje verdadeiras doenças psíquicas como a esquizofrenia e as diversas formas de convulsão como a epilepsia e outras. Isto, porém, não nos deve chegar à conclusão de que não exista o demônio. Ele existe sim e exerce influência negativa sobre nós; negar o espírito maligno seria uma ingenuidade que serviria só para fazer crescer a expansão do mal, do pecado e de tudo o que é negativo que possamos imaginar. Os evangelhos nos apresentam numerosos milagres de Jesus para com as pessoas vítimas de males estranhos de natureza psicofísica; na verdade, a ação curadora de Jesus abraça a pessoa de modo integral: Jesus cura, ao mesmo tempo, o corpo, a psique e a alma. Que ele nos liberte de todo o mal!
MEDITAÇÃO
Para dominar o mal, o destino e as forças negativas em geral, a humanidade recorre a meios como adivinhação, ocultismo, candomblé, bruxas, astrólogos, videntes, horóscopos etc. Deus já tinha proibido estas práticas ao seu povo em Dt 18,10-11. Trata-se de um mundo obscuro de enganos, que tira suas vantagens em troca de altas somas de dinheiro por causa dos medos, da ingenuidade, das crenças, da ignorância de Deus, que gera falsas consolações, frustrações e desesperos. São as heranças do paganismo.
Um caminho de conversão é necessário para todos e dura a vida toda, tendo no batismo o início do processo de crescimento espiritual. A conversão cristã consiste na progressiva libertação dos medos, dos ídolos e das várias formas de falsidade: expondo-se sem capa alguma à verdade do Evangelho, cada pessoa faz experiência e dá prova da liberdade interior que brota da adesão a Jesus Cristo.
Na nossa vida pessoal e na nossa família, nos damos conta da ação do demônio? Ainda temos aquela idéia de que a tentação consiste só no campo sexual, ou somos conscientes que ela acontece em todas as áreas da nossa vida?
Me maravilho com os ensinamentos de Jesus para minha vida? Percebo a autoridade com a qual ele continua agindo nos dias de hoje? Como eles chegam até mim hoje? Que valor dou à Palavra de Deus na Sagrada Escritura? Como sigo Jesus? Deixo que ele silencie e retire os “espíritos maus” do meu coração?
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical - Lc 2,22-40
Meus olhos viram a tua salvação!
(Festa da Sagrada Família - Ano "B" - 28/12/2008)
O texto começa informando que se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, "conforme a lei de Moisés" (expressão que sempre aparece quando se quer fazer referência a uma determinada lei da Torah - Pentateuco). No texto em questão, Lucas mistura as duas leis sem diferenciá-las. Pois a purificação da mãe era prevista em Levítico 12,2-8 e se cumpria quarenta dias após o parto. Até aquele momento, a mulher não poderia aproximar-se de nenhum lugar sagrado, já que era considerada impura por causa do sangue derramado durante o parto; a cerimônia consistia na oferta de um cordeiro ou dois pássaros (um par de rolas ou dois pombinhos). E aqui continua evidente a condição de pobreza e simplicidade da família de Nazaré, dado que só se fala dos pássaros (era a oferta dos pobres).
Já a consagração dos primogênitos está prescrita em Êxodo 13,11-16 e era considerada com uma espécie de "resgate" - lembrando a ação salvífica quando Deus libertou os israelitas da escravidão do Egito. Resgatando o próprio filho, o pai dizia: "Te resgato porque eu também fui resgatado quando o Senhor nos tirou com mão forte da casa da escravidão" (Ex 13,2.11-16). O texto quer mostrar que Jesus não foi dispensado de nenhuma prática da lei, seus pais foram obedientes a fim de que o destino do menino se desenvolvesse desde o início conforme as Escrituras. Entretanto, o texto só acena que se completaram os dias, mas não narra a cerimônia em si talvez para fazer entender que Jesus não tem necessidade de ser resgatado. Jesus, não é resgatado, mas aquele que resgata, aquele que salva o seu povo.
Em todo o relato, os pais de Jesus aparecem para apresentar, oferecer o filho como se deveria fazer, já as figuras de Simeão e Ana aparecem, mais exatamente, para dizer que Deus é quem oferece o Filho para a salvação do povo. Ana apresentará o menino àqueles que esperavam o resgate, a libertação de Jerusalém (Lc 2,38).
Pois bem, Simeão e Ana são duas figuras carregadas de valor simbólico. Eles têm o papel do reconhecimento, que provêm da iluminação do Espírito Santo, mas também de uma vida movida por uma espera intensa e confiante. Particularmente, Simeão é definido como prosdekómenos, isto é, aquele que está todo concentrado na espera e que corre ao encontro para acolher. Também ele aparece, por isso, obediente à lei, aquela do Espírito, que o conduz a encontrar o menino dentro do templo. Simeão, guiado pelo Espírito Santo, toma o menino nos braços e o desapropria dos seus pais, aquele menino é para toda a humanidade. Também o seu canto manifesta esta sua espera confiante: viveu para chegar a este momento; agora pode se retirar para que também outros possam ver a luz e a salvação que chegou para Israel e para o mundo inteiro.
Por sua vez, Ana, com a idade de 84 anos, também quer completar o quadro da espera (84 = 7 × 12: o número perfeito vezes as doze tribos ou 84 - 7 = 77: perfeição redobrada). Sobretudo com o seu modo de viver (jejuns e orações) e com a proclamação de quem ela esperava. É guiada pelo Espírito de profecia, é dócil e pura de coração. Além disso, pertence a menor das doze tribos que é aquela de Aser: sinal de que os menores e mais frágeis são os mais favoráveis a reconhecer Jesus Salvador. Estes dois anciãos simbolizam o melhor do judaísmo, a Jerusalém fiel e mansa, que espera e se alegra, e que deixa de agora em diante brilhar a nova luz.
Ainda com Simeão, após o canto, ele diz a Maria que o seu menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. E quanto a Maria, uma espada traspassará a alma dela. Normalmente, interpreta-se aqui o anúncio do sofrimento de Maria. Mas também devemos ver aqui Maria como imagem do povo: Simeão intui o drama do seu povo, que será profundamente dilacerado pela palavra viva e cortante do Redentor. Maria representa o percurso: deve confiar, mas atravessará dores e escuridões, lutas e silêncios angustiantes. A história do Messias sofredor será dilacerante para todos, também para Maria. Não se pode seguir a nova luz destinada ao mundo inteiro sem pagar o preço, sem se arriscar, sem renascer sempre de novo do alto para uma nova criatura. Mas estas imagens, ou seja, da espada que traspassa, do menino que fará tropeçar e abalará os corações, não estão separadas do gesto carregado de sentido dos dois anciãos: pois, enquanto Simeão, toma o menino nos braços, para indicar que a fé é encontro e abraço, não idéia nem teoria; Ana é anunciadora e acende em quem o esperava uma luz fulgurante.
Enfim, interessante é notar que todo o episódio dá ênfase às situações mais simples e familiares: o casal Maria e José com o menino no braço; o ancião que se alegra e abraça, a anciã que prega e anuncia, os interlocutores que aparecem indiretamente envolvidos. E também a conclusão do texto deixa ver o lar de Nazaré, o crescimento do menino num contexto normal, a impressão de um menino dotado em modo extraordinário de sabedoria e bondade. O tema da sabedoria entrelaçada com a vida normal de crescimento e no contexto de uma cidadezinha Nazaré, deixa um suspense na história: esta se reabrirá justamente com o tema da sabedoria do menino entre os doutores do templo. E será exatamente o relato que segue imediatamente.
MEDITAÇÃO - O que o texto me diz?
As palavras de Simeão, todas as suas atitudes, como também aquelas de Ana, têm um significado especial para mim?
Como entendo esta "espada que traspassa": reconheço que se trata de um sofrimento na nossa consciência diante dos desafios e exigências para seguir Jesus Cristo ou acho que se trata só de um sofrimento íntimo de Maria?
O que este relato pode significar para as famílias de hoje? Para a formação religiosa dos seus filhos? Para entender o projeto que Deus tem para cada um de seus filhos, os medos e angústias que os pais carregam no coração, só de pensar quando os filhos crescerem?
Empenho-me periodicamente para fazer uma revisão de vida com a minha família a fim de ser sempre mais família?
Como marido ou mulher tenho a capacidade de me abrir ao diálogo com os meus filhos, procurando escutar-lhes e partilhar assim as suas alegrias e expectativas?
Como casal e família me empenho concretamente em prol de outras realidades familiares da minha comunidade em dificuldade para realizar a grande família cristã, a Igreja de Cristo?
Sou um bom cumpridor de minhas obrigações cristãs?
Participo regularmente das celebrações?
Deixo-me guiar pelo Espírito Santo como Simeão?
Como faço para escutar hoje o Espírito Santo?
Também entendo que o seguimento ao Messias é algo que implica compromisso e que também pode ser como uma espada que atravessa o coração?
Posso medir meu crescimento de forma equilibrada como Jesus? Há partes de mim que crescem e outras que não saem do lugar? Quais?
E meus olhos (os da alma), já conseguiram ver a salvação que Jesus veio me trazer?
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Zonal5
Comentário do Evangelho da Noite de Natal - Lc 2,1-14
É Natal!
(Natal do Senhor - Ano "B" - 24/12/2008)

O Evangelho que nos é proposto nesta noite narra o grande acontecimento esperado por toda a humanidade: o nascimento do Salvador, o Cristo Senhor. O texto bíblico é fortemente caracterizado por um grande contraste. Enquanto se esperava uma vinda majestosa, o Salvador veio ao mundo de uma forma inesperada, chegou simples, humilde, sem nenhum espetáculo. É neste contraste, pois, que vamos descobrir um dos maiores ensinamentos que o Natal do Senhor nos pode oferecer.
Logo no início do Evangelho, temos as seguintes informações históricas: em primeiro lugar, aparece o imperador César Augusto, dominador do mundo Mediterrâneo da época, o qual determina que seja feito um censo em toda a terra, isto é, de todos os habitantes submetidos à dominação romana, entre os quais se encontravam os da Palestina. Em seguida, o texto diz que quando ocorreu este censo, o governador da Síria era Quirino, procurador de Augusto na tetrarquia que compreendia a Iduméia, a Samaria e a Judéia, onde está localizada Belém. Longe, porém, de ter provas para estes dados históricos, além da diferença notável entre o relato do nascimento do Messias narrado neste texto e aquele narrado no evangelho de Mateus, ficamos com o que nos interessa: este decreto é o que liga José e Maria, residentes em Nazaré da Galiléia, a Belém da Judéia. De fato, Lucas sublinha que Belém é a cidade natal de Davi, de onde descende José. Desta maneira, temos uma referência à promessa e à espera messiânica ligada a Belém e a família de Davi: "Grande será o seu reino, e a paz não há de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado" (Is 9,6).
Chegando o tempo devido, Maria dá a luz o seu "primogênito" (este termo não quer indicar que Maria teve outros filhos, mas que Jesus é o primeiro filho de Maria (como acontece com toda mãe que tem o seu primeiro filho sem saber se terá outros), e por isso, tem todos os direitos de primogenitura; para se ter uma idéia da importância da primogenitura, basta lembrar as incansáveis trapaças feitas por Jacó contra seu irmão Esaú até tomar-lhe este direito).
Maria, como toda mulher, passa naturalmente por essa experiência de dar a luz. Nem pode escolher o momento, nem esperar uma circunstância melhor. Ela não encontrou um lugar adequado para o seu menino, por isso, deu à luz num estábulo, pondo o menino numa manjedoura. São pobres e sem pretensões. É verdade! O primeiro lugar a receber o Salvador foi um dos lugares mais imundos do mundo, um lugar com aquele cheirinho de curral, incluindo as necessidades dos animais. Assim, o que, imediatamente, chama a nossa atenção neste acontecimento é a simplicidade. Na sua grandeza infinita, Deus se abaixa não só à condição humana, mas em que condição Seu Filho veio ao mundo! O Salvador entrou na nossa condição humana, a partir da fraqueza de um menino enrolado em panos, Ele está do nosso lado e nos acompanha.
Em contraste com essa pobreza, aparece o esplendor da luz celeste e a aparição do anjo de Deus aos pastores que tomavam conta de seus rebanhos, mas o sinal que recebem é simplesmente: "encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura". Aos pastores que estão com muito medo, o anjo anuncia uma grande alegria. Realmente, eles têm um grande motivo para se alegrarem: nasceu para eles e para todo o mundo o Salvador.
A maravilha do Natal reside neste contraste: sem a revelação dos anjos nunca entenderíamos que aquele menino na manjedoura é o Senhor. E sem o menino na manjedoura não entenderíamos que a glória do verdadeiro Deus é diferente da glória a qual estamos acostumados a ouvir.
Que possamos ser humildes e simples para que o Senhor, neste Natal, venha ao estábulo do nosso coração e assim, possamos amá-Lo na pessoa do próximo como nos ensina tão bem Madre Teresa de Calcutá: "Da humildade sempre emanam a grandeza e a glória de Deus. Devemos estar vazios do orgulho se quisermos que Deus nos preencha com a sua plenitude. No Natal, vemos Deus como um recém-nascido, pobre e necessitado, que veio para amar e ser amado. Como podemos amar a Deus no mundo de hoje? Amando-o em meu marido, em minha mulher, nos meus filhos, nos meus irmãos, nos meus pais, nos meus vizinhos, nos pobres, nos bêbados, nos presos, nos doentes de lepra, nos excluídos, em todos aqueles que encontramos todos os dias."
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Ouro Branco
Cruzada Eucarística de Ouro Branco celebrou 25 anos de fundação.
O Movimento Cruzada Eucarística da Paróquia do Divino Espírito Santo de Ouro Branco-RN celebrou, durante a semana passada, os 25 anos de existência.
Fundado em maio de 1983, tal Movimento foi responsável pelo testemunho cristão de muitas famílias ourobranquenses. Atualmente, muitos dos filhos dos fundadores do Movimento é que fazem parte.
O ponto alto das comemorações foi a Celebração da Santa Missa no domingo (21), com recepção de fitas de crianças do Movimento Simpatizante e da Cruzada Eucarística.
Em seguida, em frente à Matriz, foram entregues comendas a diversas pessoas e representantes de instituições, como forma de reconhecer o empenho e zelo pelo Movimento Cruzada Eucarística.
Quem presidiu a solenidade de entrega das comendas foi a Irmã Edma Nunes da Rosa, que juntamente com Dom Heitor de Araújo Sales (então bispo da Diocese de Caicó) e Monsenhor Ernesto da Silva Espínola fundaram o Movimento.
Na oportunidade também foi feita uma homenagem ao Pe. Carlos Henrique de Jesus Nascimento, que estava aniversariando no domingo. O administrador Paroquial da Paróquia do Divino Espírito Santo é ourobranquense, e foi batizado, recebeu o Sacramento da Primeira Eucaristia, da Crisma e ordenou-se Sacerdote na Matriz do Divino Espírito Santo. Participou por muitos anos da Cruzada Eucarística, da qual guarda até hoje sua fita.
Quem também esteve presente foi a Irmã Cecília, a ourobranquense que hoje reside no Mosteiro das Clarissas, em Caicó-RN. Ela também participou da Cruzada, e deu o seu testemunho. A Irmã Marize, ourobranquense que hoje é religiosa do Instituto Josefino, também esteve presente e recebeu uma comenda.
Dois fundadores da Cruzada, José Roberto e Jocicleide (Nena), ambos irmãos, vestiram novamente a farda do Movimento para prestarem suas homenagens.
Não existem ex-cruzados, pois como diz o hino: "Com sua Graça seremos fortes, e cruzadinhos até a morte..."
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical - Lc 1,26-38
Se não fosse pela graça de Deus...
(4º DOMINGO DO ADVENTO - ANO "B" - 21/12/2008)
Ao sacerdote Zacarias em Lc 1,5-25, foram anunciados o nascimento e a missão de seu filho João. Este menino que mais tarde ficou conhecido como o Batista foi a figura central do 2º e 3º domingos do Advento. No Evangelho deste 4º domingo do Advento, a expressão "no sexto mês", liga o anúncio do anjo a Maria com aquele de Zacarias e se refere à Isabel. De fato, é no sexto mês de gravidez de Isabel que a Maria o mensageiro de Deus anuncia o nascimento e o destino de seu filho Jesus.
Mas este anúncio a Maria acontece no âmbito de uma vocação. Maria não só recebe o anúncio do nascimento do Filho, mas Deus a capacita para se tornar mãe do seu Filho. O anjo passa do templo de Jerusalém (Zacarias) a uma casa comum, simples, muito longe de Jerusalém. A Galiléia é uma região de fronteira, e Nazaré, uma vila desta região que até este momento na Bíblia é totalmente desconhecida. Assim, Gabriel se encontra na casa de uma jovenzinha humilde cujos únicos títulos são o de virgem e de prometida em casamento a José (a primeira das três etapas do casamento hebraico).
Na saudação do anjo: "Alegra-te! Cheia de graça, o Senhor está contigo!", aparece toda a essência da vocação de Maria: alegria, graça e auxílio de Deus.
A primeira palavra do anjo, literalmente: "alegra-te" (chaire), é a fórmula grega de saudação. Indica que a mensagem central e mais importante do anjo é caracterizada pela alegria. Desta maneira, desde o primeiro momento, todo o anúncio do anjo convida à alegria e ao júbilo. Maria, porém, não responde logo com alegria plena, ela fica perturbada, reflete, faz uma pergunta e ainda pede mais uma explicação e aceita com fé a sua vocação. A explosão de alegria plena só acontecerá no encontro com Isabel mais tarde - (relato da visita e canto do Magnificat - Lc 1,39-56).
Quanto à segunda expressão do anjo, "cheia de graça" (kecharitomene), indica o motivo desta alegria. No grego, esta expressão é um particípio perfeito passivo e significa que Maria foi preenchida pela graça por alguém. O texto não fala quem a encheu de graça, mas como pode se comprovar pelo v. 30, o autor da graça é Deus e, portanto, este particípio é conhecido como passivo divino ou teológico. Quanto às traduções, a Vulgata traduziu por "gratia plena", e conseqüentemente, as versões católicas traduziram por "cheia de graça". Esta tradução não está errada, mas pode gerar uma má interpretação, a de achar que Maria está na origem desta graça, quando na verdade, ela recebeu de Deus.
Já a tradução protestante, que normalmente traduz por "agraciada", "favorecida" também não está errada, mas está incompleta, pois até facilita a compreensão de que Maria recebeu a graça, mas não fala da "plenitude" da graça. Então, para fim de conversa, uma tradução ecumênica muito aceita hoje e que esclarece tal expressão seria: "alegra-te! Tu que foste e permanece completamente cheia da graça de Deus". Deus preencheu de maneira definitiva e irrevogável Maria com o seu favor. Este dado é tão importante que o anjo repete em 1,30: "encontrando graça diante de Deus". E é tão característico da pessoa de Maria que quando o anjo a chama "cheia de graça" e omite o nome Maria, é como se o anjo tivesse lhe dado um outro nome. Seu nome agora expressa a idéia de plenitude da graça que só pode ter sua origem em Deus.
A terceira expressão: "O Senhor está contigo" se refere ao auxílio de Deus. É uma expressão também recorrente nos relatos de vocação. É a assistência real e eficaz. Maria, na realização de sua tarefa, não dependerá somente de suas forças humanas, pois Deus não se limita a chamar, abandonando a pessoa chamada, mas acompanha e a torna capaz de desenvolver a sua missão. Assegura-lhe sua constante assistência.
Pois bem, a estas três palavras importantes do anjo, Maria reage num duplo plano: no emocional (ficou perturbada) e no racional (começou a pensar, refletir). Ela está aberta a esta mensagem e se esforça para compreendê-la com todo o profundo de seu ser.
Em seguida, o anjo indica a tarefa de Maria: "eis que conceberás... Jesus". No seio de Maria, o Filho de Deus receberá a própria existência humana. A vida de Maria daquele momento em diante está completamente a serviço de Jesus. Só Jesus é o Salvador, mas Maria foi chamada a prestar o seu serviço para que Ele pudesse vir ao mundo.
Com a pergunta, "como é possível, já que sou não conheço homem (já que sou virgem)?", Maria pede uma última explicação ao anjo, já que este até agora tem falado só dela e nada do pai, e Maria não antecipa com conclusões próprias, apenas fica se perguntando como ela, sendo virgem pode realizar este ato. Deus é o Senhor de tudo. Foi ele quem estabeleceu desde o início que a concepção se dá pelo encontro do espermatozóide com o óvulo, e, por isso mesmo, só Ele pode fazer coisas que são contrárias ao que Ele mesmo estabeleceu, a isso nós chamamos milagre. Maria engravida por ação do Espírito Santo.
Maria declara a sua própria inadequação com relação a tarefa confiada. É característico de uma verdadeira compreensão da vocação por parte de Deus o reconhecer-se inadequado. Com o Espírito Santo, Deus tornará Maria capaz de colocar-se a serviço da existência de Jesus. Desta maneira, Maria recebe a resposta a sua pergunta e é convidada a acreditar na ação poderosa de Deus, para o qual "nada é impossível".
Portanto, depois da grande surpresa e de uma reflexão atenta, Maria dá o sim que mudou a nossa história: "Eis aqui a serva do senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra". Maria acolhe sua vocação não cegamente nem forçada, mas com consciência da própria missão e decidida a operar na sua vida a vontade de Deus.
MEDITAÇÃO
O que o texto me diz?
A Maria, Deus confiou uma missão excepcional. Mas através da sua vocação, devo colher as características gerais da minha vocação para a qual Deus me chamou. A graça de Deus não é um privilégio só de Maria, Paulo afirma que todo cristão é animado e salvo pela graça de Deus - Ef 1,6.
Reconheço que sou o que sou pela graça de Deus?
O nome que Maria recebeu do anjo é também meu nome. Maria personifica o povo da graça. Reconheço em Maria a imagem da Igreja?
Percebo que a minha vocação não depende unicamente das minhas próprias forças, mas reconhecendo-me incapacitado, confio sempre no auxílio de Deus?
Os meus olhos estão abertos para ver "os anjos" com os quais Deus continuamente me visita? Peço a Deus o dom do conselho para discernir o que Ele me pede e fortaleza para cumprir firmemente sua vontade?
Enfim, Deus já te pediu para fazer algo que você nunca esperaria fazer? Não estamos falando só da vocação sacerdotal, religiosa, matrimonial. Mas vocação para coordenar uma pastoral na paróquia, por exemplo? Não duvide, Maria ficou muito surpresa e perturbada quando o anjo falou pra ela que ela daria a luz o Filho de Deus. Mas a confiança de Maria em Deus, e sua obediência e cooperação com o plano e o desígnio de Deus, é um grande exemplo a ser seguido. Deixe que Deus trabalhe em você da maneira como ele quer, e saiba que todos os planos que Ele tem para você são para o seu bem. Quando coisas inesperadas acontecerem, confie nele.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical - Jo 1,6-8.19-28
Testemunha da luz para que todos cheguem à fé!
(3º DOMINGO DO ADVENTO - ANO "B" - 14/12/2008)
Terceiro domingo do Advento. A liturgia da Palavra retoma a figura do precursor, João Batista. Depois de apresentá-lo na sua verdadeira identidade, mostra o seu empenho em anunciar o Reino de Deus e a preparação para a vinda do Messias. Para fazer isso, a liturgia deixa um pouco o evangelista Marcos e nos apresenta um texto do início do evangelho de João, pois este (o evangelista) é quem nos dá a dimensão exata de João Batista na sua tríplice função de precursor, de profeta e testemunha da luz que é Cristo.
O prólogo do quarto evangelho afirma que a Palavra viva de Deus está presente em todas as coisas e brilha nas trevas como luz para toda a humanidade. As trevas até que tentam apagá-la, mas não conseguem. Ninguém consegue escondê-la, porque não se consegue viver sem Deus por muito tempo. A busca de Deus sempre renasce no coração humano. João Batista veio justamente para ajudar o povo a descobrir esta presença luminosa da Palavra de Deus na vida. O seu testemunho foi muito importante: "Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz".
O próprio João dá o seu testemunho quando dialoga com os sacerdotes e levitas (responsáveis pelo culto) enviados pelos judeus para o intimarem (os judeus aparecem aqui conscientes de serem os depositários da autêntica tradição). A causa dessa intimidação é graças à grande fama que João Batista exercia nas pessoas a ponto de ser considerado o Messias.
Assim, à primeira pergunta onde queriam saber quem era de fato este João que batizava o povo no deserto e que atraía tanta gente de todos os lugares: "quem és tu?", João testemunha de maneira negativa com relação a si mesmo, ele não é aquilo que os outros pensam que ele seja, ele tira a dúvida de todos: "eu não sou o Messias!" Em vez de dizer quem é, ele diz quem não é.
A segunda pergunta é mais explícita: "És tu Elias?". Ml 3,23 dizia que antes do Messias, Elias deveria vir como o profeta esperado; mas João não aceita esta opinião, por isso responde simplesmente: "Não sou". À terceira pergunta, "És o profeta?", responde com um único "Não". Falar do profeta era como falar do Messias. João só negava. Para ele, responder positivamente? Somente com relação a sua missão e aquele que a confiou.
Mas os interlocutores não estão satisfeitos com as respostas: "por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias nem o profeta?" Eles queriam uma resposta clara, porque tinham de prestar contas àqueles que os tinham mandado até João. Para eles, não bastava saber quem João não era. Eles queriam saber o papel dele no plano de Deus. E João responde citando o profeta Isaías: "Eu sou a voz que grita no deserto: aplainai o caminho do Senhor". Ele não é Cristo, mas é só uma voz que convida ao mundo a abrir o coração e a mente para acolher o Messias, esperado ansiosamente pelo povo de Israel. Na verdade, o apelo de João a "aplainar o caminho do Senhor" é uma exortação a abrir-se a verdadeira fé no Salvador. O seu diálogo termina com um reconhecimento humilde perante Jesus. Finalmente, é indicado o lugar onde isso aconteceu, em Betânia, além do Jordão, para dizer que o batismo de João introduz na terra da nova aliança.
Podemos deduzir pela leitura do evangelho que João Batista provocou um movimento popular muito grande a ponto de incomodar os líderes religiosos. O próprio Jesus cristo aderiu ao movimento do Batista e quis ser batizado por ele no rio Jordão. Mesmo depois da morte, João continuava a exercer uma grande atração e influência, seja entre os judeus seja entre os cristãos que vinham do judaísmo. Por isso, a intenção do autor sagrado ao usar este relato foi fundamentalmente para esclarecer que João não era o Messias, mas somente seu precursor. Jesus veio depois de João e também foi discípulo de João. Mas não obstante isso, ele é mais importante do que João, porque existia antes de João. Jesus é a Palavra criadora que estava com o Pai desde a criação. João confessou abertamente: eu não sou o Cristo. Não sou Elias. Não sou o Profeta que o povo espera. Diante de Jesus, João se considera indigno de desatar até mesmo as sandálias.
Meditação - o que me diz o texto?
Diante do significado do texto, me pergunto:
Verdadeiramente, sou testemunha de Jesus Cristo, todos os dias, diante daqueles que se questionam se Jesus é mesmo o Filho de Deus, se realmente Ele é meu único e insuperável amigo, ou se realmente Ele preenche de amor e alegria a minha vida?
Podemos ser testemunhas com pequenos gestos: não se envergonhando da própria fé, não tendo medo de fazer um sinal da cruz, principalmente diante de alguém que mostra descaso com as coisas de Deus. Também posso ser testemunha, falando às pessoas que encontro todos os dias, toda a nossa expectativa alegre pelo Natal que se aproxima, que não é só festa, presente, férias, mas a alegria de comemorar que um dia Deus quis se encontrar conosco através de seu Filho Jesus Cristo.
Outro tema que o texto me fala é o da humildade de João Batista. Este declara a inutilidade do seu batismo, já que é só um sinal. O verdadeiro batismo é aquele do Senhor que com o seu sacrifício cancelou o pecado e as suas conseqüências. E também Jesus Cristo nos ensinou que no caminho para a verdade não há lugar para a soberba, quando quis ser batizado por João. A humildade de João contrasta fortemente com a índole soberba de quem não quer reconhecer o Senhor vindo em meio a nós de modo humilde e quieto. Os orgulhosos e os soberbos não o reconheceram como também não acolheram os profetas.
A resposta: não sou eu o Cristo, é clara e humilde. Pois, ele poderia ter se exaltado como precursor, mas disse que não era digno nem mesmo de desatar as sandálias dos pés de Jesus. Com humildade, João sabia quem era e qual era o seu lugar. Eu também devo saber quem sou e qual é o meu papel. Por isso, tenho que me perguntar constantemente: quem sou eu? Quais são os meus gostos, minhas aspirações, meus medos? Procuro sinceramente conhecer a mim mesmo e ser eu mesmo? Ou deixo de ser eu mesmo para fingir ser uma pessoa que corresponda às expectativas dos outros? Reconheço que tenho uma missão na vida cristã? E, por isso, reconheço que minha vida deve ser um esforço constante para ser coerente com a minha vida cristã? Como posso ser profeta numa sociedade onde existem tantas prisões espirituais?
Hoje, o domingo gaudete (alegrai-vos), convida através de São Paulo a estarmos sempre alegres até a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo; o profeta Isaías convida à alegria o povo liberto da escravidão: a alegria aos prisioneiros do pecado para poder renovar o mundo com novos rebentos. Também Maria com o cântico do Magnificat louva e se alegra em Deus pelas grandes maravilhas que o Senhor operou na sua vida. E eu? Testemunho essa alegria não obstante a atmosfera pessimista, medrosa e desencorajadora do mundo de hoje?
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Zonal5
Tempo do Advento

O Advento (do latim Adventus: "chegada") é o primeiro tempo e início do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal. O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.
O que diz a Igreja: «Ao celebrar anualmente a liturgia de Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: participando da longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua segunda Vinda. Celebrando o natal e o martírio do Precursor, a Igreja se une ao desejo de este: «É preciso que ele cresça e que eu diminua» (Jo 3, 30). » (Catecismo da Igreja Católica, § 524).
O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro, este ano foi no dia 30 Domingo, e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos. Esse tempo possui duas características: Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.
O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor, Jesus, que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15).
O Advento recorda também o Deus da Revelação. Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da vida missionária de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.
A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referência e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão. Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia (volta) do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!
O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc. O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda.
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical - Mc 1,1 - 8
Endireite-se o que é torto e alisem-se as asperezas!
(II Domingo do Advento - ANO B - 07/12/2008)
O Evangelho deste 2º domingo do Advento apresenta os oito primeiros versículos do evangelho de Marcos que começa assim: "Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus". O vocábulo evangelho vem do grego "euangelion" e significava nos tempos antigos uma boa notícia ou uma boa mensagem trazida por um mensageiro a um rei e a seu povo. No texto que estamos analisando, esta boa notícia (evangelho) é, na verdade, a maior e melhor notícia que o mundo pôde receber: Deus resolve enviar seu único Filho para salvar a humanidade. Jesus Cristo vem se encontrar com o ser humano para voltar a uni-lo com Deus do qual havia se separado por causa do pecado.
Pois bem, Marcos começa sua obra indicando que todo o seu conteúdo é o anúncio da boa notícia da vinda de Jesus Cristo. É a partir daí, que o vocábulo grego evangelho se torna sinônimo de gênero literário para as obras dos quatro evangelistas.
Logo em seguida, nos versículos posteriores, o texto diz respeito à obra de João Batista. E embora Jesus não apareça ainda, pelo primeiro versículo que vimos acima, já sabemos que toda a obra de João só encontra sentido se conectada a Jesus.
Para entendermos a importância de João na missão de Jesus, é preciso conhecer um costume antigo oriental: quando num determinado lugar se esperava a chegada de um rei ou de uma pessoa importante, havia todo um trabalho nas estradas de forma que quando o rei viesse, elas estivessem boas, acolhedoras, sem perigos, sem buracos nem outros incômodos. Como vemos, as leituras de hoje têm essa linguagem rica em símbolos e é necessário assimilá-los para uma compreensão correta da missão de João.
Na 1ª leitura, por exemplo, Isaías anuncia: "preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada do nosso Deus... endireite-se o que é torto e alisem-se as asperezas... então a glória do Senhor se manifestará". Para receber o Salvador, é necessário preparar o caminho, endireitar a estrada e foi isso o que João Batista como mensageiro de Deus veio exortar.
João grita e renova a mensagem do profeta Isaías que consolava o povo, quando era escravo em terra estrangeira. Anuncia que para se preparar para a vinda do Messias, endireitar a estrada se faz através da conversão, da confissão dos pecados, do batismo e da remissão dos pecados e tudo isso implica na relação do ser humano com Deus. Tudo começa com a conversão quando o homem se destaca do agir errado, voltando novamente a Deus e escutando a sua Palavra. A conversão se demonstra na confissão dos pecados: o homem admite as suas faltas e reconhece estar necessitado da purificação e do perdão.
João tem um grande número de seguidores, mesmo se a sua atuação não é costumeira sob dois aspectos: não é ele quem vai atrás das pessoas como faziam os profetas, mas são as pessoas que vão até o deserto para escutá-lo. Segundo, ele os batiza na água. Este modo de agir é tão original que ele fica conhecido como o Batista, e não somente nos escritos bíblicos, mas inclusive assim é citado por Flávio Josefo, historiador da época.
O v. 6 diz respeito ao alimento e à roupa de João. Mostram claramente que ele se satisfaz com o mínimo indispensável, já que para ele Deus está no centro de tudo. As suas vestes o vinculam a Elias (o meu Deus é Javé), para mostrar que assim como este profeta, João está totalmente a serviço de Deus.
Na proclamação que diz respeito diretamente a Ele, Jesus é definido com relação ao seu poder, que é incomparavelmente superior em dignidade também ao "maior dos nascidos de mulher" que o precedeu (João), e só Ele pode fazer participar do maior presente: a vida divina, a vida em comunhão com Deus. Já a partir desta preparação, e em força desta, a vinda de Jesus se põe como a vinda de Deus mesmo. Jesus é mediador entre Deus e os homens. Vem de Deus, e nele vem Deus, acolhendo a humanidade na vida divina.
Quanto ao batismo de João, não obstante o seu grande valor, reduz-se a um batismo de água, a uma imersão que ajuda a tomar consciência até que ponto o homem tem necessidade de Deus para ser salvo. O batismo dado por Jesus é radicalmente diferente, porque emerge o homem no Espírito de Deus, que é um Espírito de santidade e de vida.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Jardim do Seridó
Festa da padroeira de Jardim do Seridó já começou...

Começou nesta sexta-feira dia 28, com procissão solene e hasteamento da bandeira a Festa de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Jardim do Seridó.
A festa deste ano tem como tema: Maria: Mãe da comunidade que escuta a Palavra e promove a Vida.
Neste dia 29 será celebrada a primeira novena da festa. Esta noite será dedicada ao Setor Missionário São Vicente de Paulo e todos os motoristas, moto taxista e ciclistas de nossaa cidade.
A programação é seguinte: às 18h30 do posto Laíz XI sairá a carreata conduzindo a imagem da Padroeira Nossa Senhora da Conceição. Após percorrer diversas ruas de Jardim o Seridó, a passeata seguirá até a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição onde será ministrada a bênção aos veículos que ali estiveram presentes.
Após a bênção 1ª novena da festa com o tema: A Maternidade transformadora de Maria: o “sim” à Palavra e à Vida - Lc 1,26-38. O pregador da noite de hoje será o Pe. Célio Nascimento, Administrador Paroquial de Serra Negra do Norte.
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical – Mc 13,33-37
TEMPO DO ADVENTO - ANO “B”
(I DOMINGO DO ADVENTO - 30/11/2008)
No novo ano litúrgico que começa hoje, será proclamada a cada domingo uma passagem do evangelho de Marcos, o qual oferece um retrato do Jesus histórico e que é a base dos evangelhos de Mateus e Lucas. Podemos dizer que Marcos é o evangelho mais original entre os evangelistas, pois foi o primeiro a ser escrito: todo centralizado sobre o segredo messiânico, isto é, à luz da Páscoa revela progressivamente o mistério do homem Jesus, o Cristo esperado, mas também inesperado Filho de Deus.
Deste modo, hoje começamos a viver um novo tempo: o tempo do Advento. Advento, do latim, adventus, significa chegada, vinda, e por isso, também o que envolve a chegada, como a espera, a busca, a vigilância, o fazer-se próximo, o aproximar-se de Deus da nossa vida: “Senhor, tu és o nosso pai, nosso redentor; vens ao encontro de quem pratica a justiça com alegria, de quem se lembra de ti em teus caminhos” (Is 63,16b; 64,4).
O Advento, no início do ano litúrgico, é cheio de alegria e esperança. Porque enquanto nós lembramos e comemoramos a primeira vinda de Jesus, nos empenhamos a viver o presente como tempo de responsabilidade e de vigilância. De fato, Jesus já veio uma vez e o Natal é a comemoração desta vinda, mas Jesus virá novamente, e o tempo de Advento nos faz viver esta espera.
Como ajuda para compreendermos e vivermos a Palavra de Jesus que nos leva à plenitude de vida, neste primeiro domingo do Advento, apresento de forma breve e clara os passos para uma correta lectio divina, que pode ser feita tanto individualmente como em grupo (círculo bíblico).
Mas o que é a lectio divina? A Palavra de Deus é base para a oração. A oração é a resposta a Deus que se comunica conosco a cada momento. E, por ser um diálogo, essa resposta deve levar a uma mudança de mentalidade e de vida, à conversão, pois todo diálogo muda a visão precedente, caso contrário seria monólogo. Assim, a oração é um diálogo onde Deus é sempre quem toma a iniciativa e o ser humano responde.
O Sínodo dos Bispos realizado em outubro deste ano no Vaticano favoreceu a Lectio Divina ou a “leitura orante da Sagrada Escritura” como uma forma altamente eficaz da escuta e da vivência dessa Palavra que transforma a nossa vida pessoal e da comunidade na qual estamos inseridos.
O Papa Bento XVI ao término do Sínodo acrescentou: “uma boa exegese bíblica (interpretação de um texto bíblico) exige tanto o método histórico-crítico como o teológico, porque a Sagrada Escritura é Palavra de Deus em palavras humanas. Cada texto, portanto, deve ser lido e interpretado tendo presente a unidade de toda a Escritura, a viva tradição da Igreja e a luz da fé. Exegese científica e lectio divina, portanto, são ambas necessárias e complementares para buscar, através do significado literal, o espiritual, que Deus quer comunicar a nós hoje”.
1. LEITURA (LECTIO): O que diz o texto?
Este primeiro momento consiste numa leitura do texto bíblico a fim de compreender o significado que o autor original quis comunicar aos seus leitores. É útil ler o texto várias vezes e em traduções diferentes para se ter uma compreensão mais profunda do relato. Para esta parte da lectio, os comentários exegéticos podem ser de grande ajuda, especialmente para não se cair no erro de uma interpretação arbitrária do texto bíblico.
Interpretação do texto:
“Cuidado! Ficai atentos!” Este pedido de Jesus aos discípulos para que percebam com um olhar lúcido e apurado aquele que vai chegar e o momento no qual vai chegar atravessa todo o seu discurso no trecho do evangelho de hoje. Com isso, Jesus quer que seus discípulos dêem uma justa interpretação e não se deixem enganar. A ênfase é clara. São quatro vezes em poucos versículos que Jesus os exorta a vigiar. Verdadeiramente, é muito importante estar acordados.
No v. 32 que não aparece no nosso texto, Jesus já tinha afirmado que só o Pai conhece a hora. Dirigindo-se aos quatro discípulos com quem ele fala no relato, ele lembra-lhes que não sabem quando o Senhor virá, e liga esta exortação ao fato de estar sempre acordado. Ele até faz uma comparação para facilitar: os discípulos são os empregados cujo patrão saindo para viajar, confia a eles o cuidado de sua casa, dando a cada um uma tarefa bem precisa, incluindo o porteiro que literalmente tem a tarefa de vigiar. E, justamente, porque esses não sabem quando o dono da casa vai voltar, devem estar sempre prontos, vigilantes para a sua chegada. Pode ser que o patrão chegue a qualquer hora: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer. A casa está sem o patrão, mas os empregados devem viver como se ele estivesse presente. Enfim, tudo na sua casa fala dele, cada ângulo e cada situação. Quem serve animado pelo amor, respira uma familiaridade e partilha de vida que faz da espera do retorno um momento de plenitude.
Obviamente, este “vigiar” não significa que os discípulos de Jesus tenham que ficar sempre acordados, não possam se deitar pra dormir, o que é fisicamente impossível. Mas, devemos entender este vigiar como uma metáfora que indica estar atento e em oração constante: Vigiai e orai (14,38). Assim, vigiar significa que quem é discípulo de Jesus deve reconhecer continuamente seu estado de servo com relação ao patrão, a quem estão ligados pela tarefa recebida dele e dever viver e agir de acordo com este comportamento.
Mas devemos ter cuidado com uma coisa: se como o patrão não está visivelmente presente, existe sempre o perigo de esquecer-se dele e da tarefa que ele encarregou, o perigo de se achar patrão e de agir segundo os próprios caprichos, e aí a coisa está muito errada por parte do empregado. Os empregados que vigiam estão sempre ligados ao seu chefe e sempre prontos a prestar-lhe contas de tudo. Jesus termina o discurso enfatizando e estendendo a todos a sua exortação: “o que vos digo, digo a todos: vigiai! Todas as pessoas, sem exceção, se encaixam nesse “todos” que sai da boca de Jesus.
2. MEDITAÇÃO: o que me diz o texto? O que nos diz o texto?
Este momento consiste numa reflexão sobre a finalidade última do texto. O que o texto quer me dizer hoje? Aqui, deve-se ter muito cuidado para ver o que o texto realmente me diz e não o que eu quero que o texto me diga; isto se consegue quando se está de acordo com o significado original do texto que já deduzimos no momento da leitura.
Eis algumas pistas para ajudar a fazer a meditação de hoje: não sabemos quando será o momento preciso. Para o homem moderno que tudo quer saber, esta palavra é libertadora. A espera cria espaços profundos na pessoa, abre a novidades, e a memórias eficazes. Sou consciente de que todas as coisas que tenho ou com as quais estou envolvido um dia desaparecerão para sempre? Estou preso à moda, a um certo status, a ter muitas coisas, a causar inveja, ao poder, ao prazer, ao possuir, ao dinheiro? Sou consciente de que todas estas coisas acabarão um dia e que só a Palavra de Deus que é o próprio Jesus Cristo permanecerá para sempre e só o que permanecer nele, poderá também permanecer para sempre? É um incômodo para mim, fazer este encontro diário com Jesus através de sua Palavra? Dou-me conta de que a religião não é um formalismo nem um ritualismo, mas algo que me faz ser uma pessoa melhor? O que significa hoje, em minha vida o convite de Jesus: “Ficai atentos!” de que modo posso vigiar hoje? Sou consciente da necessidade de estar sempre preparado, enquanto espero a vinda gloriosa de Jesus? O que isso implica no meu comportamento perante Deus e o meu próximo? Estou pronto a encontrar Deus no meu próximo?
3. ORAÇÃO: o que digo a Deus? O que dizemos a Deus?
Este momento consiste na oração que nasce da meditação. É uma espontânea reação do coração em resposta ao texto. É um pedido de ajuda a Deus para reconhecer o que o texto suscitou em mim e para responder a essa provocação.
4. CONTEMPLAÇÃO: como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?
A contemplação consiste na adoração, no louvor e no silêncio diante de Deus que está falando comigo. A verdadeira contemplação cada vez mais me revelará quem eu realmente sou e, ao mesmo tempo, revela Deus que se revela a esta melhor compreensão do eu. Na medida em que estou contemplando, liberto-me do perigo de impor ao texto uma interpretação minha, egoísta, longe do que realmente Deus quer me revelar. Finalmente, Deus me convence que estou errado e que sou capaz de mudar.
5. AÇÃO: com que me comprometo?
Escolha concreta de uma ação a cumprir. O Espírito Santo que inspirou os autores sagrados me inspira quando eu escuto a Palavra, me capacita e me convida a colocar em prática aquilo que eu escolhi. Proponho-me neste tempo de preparação a fazer um sério exame de consciência. Confrontar todos os dias o que eu faço com o estado de vigilância. Busco sempre o perdão de Deus? É preciso perceber que um tempo novo começou e, portanto, ter esse desejo de ser vigilante. O que podemos fazer em comunidade para mostrarmos aos demais que estamos em tempo de espera? Tanto como algo interior, mas também de forma visível, favorecendo as obras de caridade e misericórdia.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical – Mt 25,31-46
Foi a mim que o fizestes!
(SOLENIDADE DE CRISTO REI DO UNIVERSO - 23/11/2008)
Com a festa de Cristo Rei, chegamos a mais um final de ano litúrgico. Durante este, a cada domingo acolhemos os ensinamentos de Jesus através dos escritos do evangelista Mateus. Hoje, a liturgia apresenta uma mensagem clara de recapitulação, que se projeta sobre o passado, o presente e o futuro da vida humana.
A festa que celebramos tem a finalidade não tanto de nos dizer que Jesus é rei, mas de nos mostrar que a natureza do seu reinado é completamente diferente daquela com as quais nós estamos habituados. Vejamos:
Na I leitura, Ezequiel, decepcionado com os pastores de Israel (reis, sacerdotes e mestres) que só pensam em si mesmos e deixam o rebanho se perder, sonha com um pastor diferente: um pastor que não “disperse”, mas “reúna”; um pastor que conduza ao pasto as suas ovelhas e as faça repousar; que procure a ovelha perdida e faça os curativos naquela que se encontra ferida. São traços de um pastor que encontramos no Evangelho,
Quanto ao Evangelho, o do domingo passado nos dizia que tudo o que somos e tudo o que temos é um bem que nos foi confiado; que não devemos desperdiçá-lo, mas empregá-lo com bom senso e de acordo com a vontade de Deus. Qual seja a vontade de Deus e qual serviço ele nos pede, nos diz Jesus hoje com as suas palavras sobre o “juízo final”: toda ajuda que prestarmos ao próximo necessitado é a ele mesmo que estamos fazendo. E quando ele fala em juízo final, ele não quer nos impor medo, só quer que tenhamos um comportamento correto encaminhado para o futuro, para a vida eterna e não para a ruína eterna.
Pois bem, o texto evangélico começa mostrando uma imagem escatológica da vinda gloriosa do Filho do Homem que se assentará no seu trono. Em seguida, mostra a convocação de todas as pessoas e a separação dos que herdaram o reino e dos que ficaram de fora.
Quanto a esta separação entre os que são bem vindos no reino, figurados por ovelhas (direita) e aos que se auto-excluíram, os cabritos (esquerda), a grande insistência cai sobre as obras de misericórdia (a acolhida ou a rejeição aos necessitados), que o texto enumera quatro vezes. O juiz é chamado “Filho do Homem” e “Rei” e os interlocutores o reconhecem como “Senhor”.
A apresentação é, portanto, solene e gloriosa, e ninguém pode negar que este rei seja Jesus de Nazaré, aquele que foi perseguido e crucificado, rejeitado, e que na sua vida partilhou em tudo a fraqueza da condição humana: a fome, a nudez, a solidão, a prisão, a calúnia. Um rei que se identifica com os mais humildes, os mais fracos. É um rei que vive sob os despojos dos desconhecidos: sob roupas esfarrapadas de seus pequenos irmãos. Jesus é um Rei glorioso, mas a sua glória não é o triunfo da glória, do poder e do domínio, mas da cruz como símbolo da vitória do amor e da doação de si mesmo pelo próximo.
Quem tiver ajudado Jesus numa situação de necessidade, será aprovado por ele no juízo final; quem o tiver deixado na sua situação de necessidade, deverá calar-se diante do seu juízo. Por um instante, todos nós no juízo final, diz o texto escrito no futuro, perguntaríamos ao próprio Jesus onde foi que o encontramos nestas condições. E ele nos responderá: em cada pessoa necessitada que tivermos encontrado. Por isso, toda ajuda feita a um necessitado, tem um valor imortal. Por trás de cada pessoa, e exatamente por trás de cada pessoa pequena, fraca, provada, aí está Jesus.
Ajudar o próximo necessitado é uma tarefa fácil, segundo a capacidade de cada um. O que não podemos é passar de lado se afastando ou recuando diante de quem está na precisão. É interessante notar também que Jesus não diz: eu estava enfermo e vocês me curaram; eu estava na prisão e vocês me libertaram. Às vezes, ele nos pede só uma palavra de conforto, e até isto nós nos recusamos fazer.
Há tantos tipos de necessidades: corporais, psíquicas ou espirituais. A primeira coisa que temos que fazer é percebermos a necessidade de cada pessoa que se apresenta diante de nós. Cada empenho nosso desinteressado de ajuda, de serviço, de encorajamento é feito ao próprio Jesus e é plenamente reconhecido por ele. Madre Teresa, um dos maiores exemplos da nossa atualidade, sabia identificar Jesus nos mais pobres entre os pobres e dizia sempre, que de todas as necessidades, a maior doença do mundo atual é a falta de amor. O nosso amor ao próximo, e, em especial, aquele necessitado, é a medida do nosso amor a Deus.
Enfim, ainda é bom lembrar que pela parábola, pudemos ver que nenhum daqueles que praticou obras de caridade em favor do próximo se deu conta de tê-las feito a Jesus. Isto é muito importante: é um convite do Evangelho para que pratiquemos o bem ao irmão necessitado movidos por um amor desinteressado, já que se atuarmos sempre em vista de uma recompensa, de uma vantagem, o nosso amor ainda não é verdadeiro.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Parelhas
Zonal 5 tem nova articulação de catequese.

Andrey Jonathon Ademilson Azevedo
Também no dia 16 em Parelhas por ocasião do encontro de formação para os catequistas, aconteceu uma mudança na articulação de catequese do Zonal.
O catequista Andrey Jonathon da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Jardim do Seridó, que até então, respondia pela catequese de todo o Zonal 5 da Diocese desde agosto do ano passado, agora passa o cargo para Ademilson Medeiros de também de Jardim do Seridó.
Andrey proferiu algumas palavras de agradecimento a todos os catequistas ali presentes, às irmãs e, por conseguinte, a Diocese de Caicó, pela confiança a ele dedicado. O mesmo ainda pediu que os catequistas acolhessem o novo Articulador assim como o acolheram.
O Articulador ou coordenador de catequese do Zonal é aquele catequista responsável pela troca de informações entre as paróquias pelas quais está responsável e a Coordenação Diocesana de Catequese. Ele deve estar sempre em contato com os coordenadores das paróquias, além de ajudar na preparação de encontros em nível de Zonal e Diocese.
O Articulador também pode ser solicitado para participar de encontros fora da Diocese e também ministrar palestras, visto que o mesmo faz parte da Comissão Diocesana de Catequese.
O Novo articulador, como já dissemos, é Ademilson Azevedo da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Jardim do Seridó. Todas as paróquias receberam um comunicado que deve ser repassado aos senhores párocos, coordenadores e catequistas. O seu telefone para contatos é o (84) 3472-2230.
Ao novo Articulador desejamos um bom trabalho e que Deus o abençoe a frente da Articulação Catequético do nosso Zonal 5.
“Só exigem de nós aquilo que nós podemos dar”
(Me. Maria Helena Cavalcanti)
Parelhas
Coordenação Diocesana de Catequese promoveu Encontro para catequistas do Zonal 5.

Diversos momentos do encontro
Neste domingo, 16, aconteceu na Paróquia de São Sebastião em Parelhas um encontro de formação para catequistas de todas as paróquias do Zonal 5.
O Encontro foi coordenado pelas Irmãs de Nossa Senhora de Belém, que trabalham há mais de quatro anos
Todas as cinco paróquias do Zonal compareceram para refletirem juntas as palavras de São Paulo: “Ai de mim se não evangelizar” (1º Cor. 9,16), que foi o tema principal do encontro.
Como sempre foi um momento de muita aprendizagem. As irmãs sempre muito dinâmicas conduziram o encontro com músicas, apresentações e trabalhos em grupos, além do aprofundamento sobre a vida e a missão do Apóstolo da Palavra, São Paulo.
Durante o dia, contamos com as valiosas presenças de Pe. Alcivan, Pároco de Parelhas, Pe. Emanuel, Pároco de Santana do Seridó e o Pe. José Marcos, Vigário Paroquial de Parelhas.
Ao todo, 90 catequistas das cinco cidades participaram do evento. 32 de Parelhas, 27 de Jardim do Seridó, 17 de Ouro Branco, 10 de Santana do Seridó e 04 de Equador.
A comissão diocesana de Catequese agradece aos senhores párocos, responsáveis por estas comunidades pelo apoio e o empenho na capacitação de seus catequistas.
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical – Mt 25,14-30
Fiéis e responsáveis
(XXXIII Domingo do Tempo Comum - 16/11/2008)
O termo “talento” entrou na nossa linguagem comum como indicativo de habilidades e capacidades de cada um e, portanto, o dever de desenvolvê-lo, fazendo-o crescer, exatamente como se faz no campo econômico onde é preciso investir sabiamente para se ter um bom proveito.
Mas, no Evangelho deste domingo, a parábola que Jesus conta a seus discípulos designa com o termo “talento” um significado anterior ao usado hoje em dia: o patrão “deu a cada qual de acordo com a sua capacidade”. Então, o talento em ouro ou prata era a unidade de moeda grega e depois romana para grandes quantidades de dinheiro (equivalia a 6.000 dracmas), e que por isso, significava na parábola as responsabilidades e os deveres que nos são confiados e em torno dos quais gira a nossa vida. Por exemplo, quais as responsabilidades de um pai de família, uma mãe de família, um padre, um agente de pastoral, um missionário. Há responsabilidades grandes e pequenas, nem todos receberam o mesmo, pois a medida de Deus é diferente da nossa.
Deus nos confia vários talentos, ele nos entrega a vida não como um peso nem como um castigo, mas como um dom, uma graça, uma bênção e uma grande oportunidade para nós e para os outros. Dentro desses talentos, está o da nossa responsabilidade de cristãos. Sermos testemunhas do Evangelho, de vivermos esse Evangelho com garra dentro da realidade da nossa vida diária.
Mas, muitas pessoas hoje convivem com o problema de uma sociedade que exige tanto que elas se sentem inadequadas e incapacitadas. Deus nos conhece profundamente e não nos dá tarefas que não possamos realizá-las. Por isso, devemos ter uma estima sadia de nós mesmos antes de tudo porque existimos e somos fruto de um amor que quer que olhemos a vida como o nosso maior empreendimento.
O Evangelho deste domingo é muito claro; logo de cara, vemos que Jesus quer chamar a nossa atenção para o terceiro servo. Mas vamos falar também um pouco dos dois primeiros. No geral, a parábola nos mostra que somos dependentes de Deus e que somos obrigados a prestar-lhe contas; tudo o que temos é um bem que nos foi confiado, que não podemos usá-lo do jeito que bem entendermos, mas devemos empregá-lo da maneira como Deus quer que o usemos. Através do comportamento e do destino dos dois servos bons e fiéis, Jesus nos faz ver como devemos lidar com a nossa situação atual; através do comportamento e do destino do servo mau, Jesus nos esclarece como uma pessoa com estas características vai acabar. Isso deve nos convencer a se afastar de um comportamento semelhante.
A este servo mau se opõe também claramente a sabedoria do livro dos Provérbios (I leitura), mostrando a figura admirável da mulher forte. Ela é habilidosa e generosa. Trabalha e se empenha em tudo o que faz sem se deixar levar pela beleza externa (passageira). À luz do Evangelho podemos dizer que a ela Deus confiou o talento da vida familiar. Um talento que tantos consideram pequeno, dona do lar, mas que na verdade todos sabem que é um talento enorme.
Tudo o que Deus nos confia nesta vida não pode ser enterrado nem desperdiçado. Os nossos talentos devem ser investidos em favor de todos, não só de nós mesmos. E temos que enfrentar os riscos, pois seja lá o que for, casar, ter filhos, ser padre, ter fé, pregar, testemunhar, é arriscado. Mas se não arriscarmos, não avançaremos nem cresceremos nunca na vida, ficaríamos como o terceiro servo.
O coração da parábola e a chave que poderia desbloquear a situação do terceiro servo é justamente a relação entre ele e o patrão, entre cada um de nós e Deus. Enquanto os dois primeiros servos se sentiram estimulados para agir e não tiveram medo do patrão porque o conheciam e confiavam nele, o terceiro permaneceu condicionado somente pelo medo e ficou paralisado. Ele tem uma relação falsa com o seu patrão, uma imagem errada de um Deus como um juiz duro e implacável. Teve medo de perder o talento, de ser julgado e condenado por isso. E assim não quis sujar suas mãos, teve medo de errar, de se arriscar, ficou preguiçoso, acomodado, se fechou.
Mas o amor tem a capacidade de mover a vida, e o amor de Deus pode nos levantar para assumirmos a responsabilidade de uma vida sem fugas e sem temores, com coragem, paixão e iniciativa. A consciência de que Deus no final nos pedirá contas dos frutos da nossa vida não nos deve fazer medo, mas pode ser uma justa provocação para não nos acomodarmos e podermos participar da alegria de Deus.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Parelhas
Coordenação diocesana de Catequese realiza, neste domingo, encontro no Zonal 5.
Com o tema: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1º Cor. 9,16), a Coordenação de Catequese da Diocese de Caicó realizará neste domingo, 16, um encontro na cidade de Parelhas com os catequistas de todas as paróquias do Zonal 5 (Ouro Branco, Jardim do Seridó, Santana do Seridó, Parelhas e Equador). Eis o convite da coordenação que já fora enviado a todas as comunidades:
Caros Catequistas do Zonal 5, paz e alegria da parte de Deus, nosso Pai!
É com muita alegria que convidamos todos os catequistas deste Zonal para nosso encontro anual, onde refletiremos sobre nosso compromisso na Igreja de Cristo, através da conscientização de São Paulo (1º Cor. 9,16). Estaremos esperando por todos no dia 16 de novembro do corrente ano, das 8hs às 15hs, no Colégio Felipe Bitencourt na querida cidade de Parelhas.
“Quando exigem de nós, é sinal de que acreditam em nós”
(Madre Maria Helena Cavalcanti)
Ir. Maria de Jesus – CNSB
Coordenadora Diocesana de Catequese
Zonal5
Solenidade da Basílica Lateranense – Jo 2,13-22
Somos o Santuário de Deus
(XXXII Domingo do Tempo Comum - 09/11/2008)
Neste domingo, com uma solenidade particular, recordamos e celebramos a Dedicação da Basílica de São João do Latrão, a Catedral de Roma, a mãe e cabeça de todas as igrejas (Roma) e do mundo. Construída pelo imperador Constantino em 325, foi sede oficial do bispo de Roma até o século XIV. Comemorar a dedicação desta casa de Deus tão importante para todos os cristão faz refletir sobre o papel do templo judaico e como Jesus o elevou.
O templo na história do povo de Israel tinha uma importância vital. Situado na cidade santa de Jerusalém, era considerado o lugar mais sagrado da presença de Deus. Depois, infelizmente, destruído, até hoje restam os muros do Templo onde os judeus costumam se lamentar. O templo era um lugar tão sagrado que até hoje qualquer igreja católica antes de ser admitida a lugar de culto, é consagrada com uma liturgia especial para ser usada pelos fiéis para as celebrações da sagrada liturgia e para a oração.
No Evangelho de hoje, Jesus nos fala de um novo templo, isto é, um novo lugar de encontro com Deus. No templo de Jerusalém, Jesus se desentende com os vendedores de animais e cambistas que pensam somente nos seus próprios interesses. O comércio que era permitido pelas autoridades religiosas e pelo sumo sacerdote Caifás para fazer concorrência ao mercado operado pelo Sinédrio próximo ao Cedron, provocou uma dura reação em Jesus, que constata amargamente o caráter profano assumido pela festa da “Páscoa dos judeus”. Mercado se opõe a casa. No mercado se fazem negócios, não é um bom lugar onde se possa encontrar Deus.
E com seu gesto de reprovação: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”, Jesus quer fazer entender a todos que o templo deve retornar a ser a casa do “meu Pai”. O gesto violento de Jesus deve ser lido à luz dos textos proféticos: “E de repente chegará ao seu templo o Senhor que vós estáveis procurando, o mensageiro da Aliança” (Ml 3,1); “naquele dia não haverá mais comerciantes dentro da Casa do Senhor dos exércitos” (Zc 14,21). Também se refere a esta atitude de Jesus os textos proféticos nos quais Deus diz não se agradar de um culto externo feito de sacrifícios de animais e baseado sobre o interesse pessoal (Am 5,21-24).
É interessante notar como aqui Jesus no início de Jo chama pela primeira vez Deus “meu Pai” e fala do templo como a casa do seu Pai. Ele, como Filho, purifica da profanação do comércio a casa de seu Pai antes de tomar posse dele, pois “o zelo por tua casa me consumirá”. Jesus cita o salmo 69,10, colocando o verbo no futuro. Jesus se sentirá tão consumido por este zelo que o faz cumprir agora sua missão com extrema radicalidade.
Ao pedido de um sinal, Jesus responde prometendo o maior de todos os sinais, a sua ressurreição: “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”. E o evangelista esclarece: “mas Jesus estava falando do templo do seu corpo”. Cristo ressuscitado é o novo templo, o único lugar da presença de Deus entre os homens, o templo do qual jorra uma fonte de água que vivifica (I leitura). Naquele momento, os discípulos não compreenderam o significado profundo deste episódio, mas depois da ressurreição de Jesus, foram iluminados pelo Espírito sobre tudo aquilo que Jesus lhes tinha dito e “acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus”.
Como pudemos notar, João não nos abandona junto às ruínas do velho templo, mas nos indica o novo santuário de Deus. O Templo sempre atual e duradouro é o corpo de Cristo ressuscitado dos mortos. Deus aparece num corpo real, humano, carregado de glória divina. O Deus conosco é para sempre Jesus ressuscitado.
O valor e a sacralidade do templo dependem, portanto da verdade e pelo espírito que o anima. É o lugar da comunhão com Deus e entre nós, irmãos e parte de um único Corpo. Hoje deveríamos reforçar o propósito de respeitar o lugar sagrado, onde celebramos os divinos mistérios, rever os nossos comportamentos e, sobretudo nos interrogarmos se somos conscientes que formamos o Corpo de Cristo, o Santuário de Deus e que o Espírito de Deus mora em nós.
Que o recolhimento e a intimidade que se encontram na nossa igreja contribuam para que semanalmente ela seja o lugar de encontro e de comunhão da inteira comunidade eclesial que escuta a Palavra de Deus, comungando juntos o Banquete Eucarístico para viver a comunhão com o mesmo Senhor e entre todos os membros do Corpo que o compõem.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical – Jo 6,37-40
Morte: porta para a Vida
Cada vez que vamos a um enterro, nos damos conta claramente que nos encontramos na escola da vida, e que os ensinamentos que a morte de uma pessoa nos dá são tão fortes que nunca conseguimos esquecer. Os seus ensinamentos são tão tocantes que exercem grande influência na nossa vida e no profundo da nossa alma. Isto porque a morte nos obriga a morrer a cada dia: os problemas pessoais de saúde mostram isso. Se pensarmos, na verdade, cada aniversário nosso significa que estamos mais próximos da morte. Mas, se tivermos a persistência de colher tudo de bom que ela tem a nos oferecer, com certeza veremos que tudo aquilo que num primeiro momento parece perdido é recuperado, ao ponto até mesmo de ver que mais nada será perdido. Quando nós cristãos, nos damos conta que a morte nos educa ao verdadeiro sentido da vida, não à vida que nós queremos, mas à vida que Deus quis que vivêssemos, que ela tem um valor bem maior, então não temos mais porque nos desesperarmos perante a morte, mas sim nos enchermos de esperança.
Existe tanta injustiça nesse mundo terreno, e a morte ensina que todos somos iguais: dela ninguém pode escapar, nem com poder, nem com dinheiro, nem com amizades. Não há nada que se possa fazer. Nada pode fugir ao seu toque. Aqueles que não têm fé, também têm que enfrentar este medo e mistério que é a morte. Mas há uma diferença: enquanto os ateus buscam em vão o seu sentido, nós o encontramos na Palavra de Cristo nosso Senhor. Assim, o dia da morte não será um dia de tristeza nem de desespero, mas de esperança, porque a morte não é o fim, mas um confim, uma fronteira; a morte não separa, ela nos reúne com Deus e com todos aqueles que já fizeram esta passagem; Jesus, com a sua morte, pagou um preço caríssimo para nos libertar do pecado e da morte e trazer da morte para cada um de nós, a vida, a ressurreição.
Diz-nos o salmista neste domingo: “O Senhor é minha luz e salvação. De quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida. Perante quem eu tremerei?” É esta a verdade que brota no nosso coração, e que nos faz pôr toda a nossa esperança no Senhor: “ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo, habitar no santuário do Senhor, por toda a minha vida, saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo”. Às vezes, podemos até cair na besteira de pensar que sozinhos nos bastamos, ou que só os outros morrem ou que a nossa morte vai demorar séculos para chegar; pensar que não precisamos de horizontes que encham de sentido o nosso morrer ou nos iludirmos de que o ter a vida seja parecer, ter, poder. Mas a luz que a revelação de Deus estende sobre a nossa existência, a luz que sai do túmulo de Cristo Ressuscitado, a orientação luminosa que Deus pôs no nosso coração, mesmo que os olhos se encham de lágrimas pela sensação de perca que a morte inclui, nos faz dizer como Jó, o homem que bebeu até o fim o cálice amargo da dor, da solidão, da falência: “depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne (e, portanto o nosso “eu”), verei a Deus.
Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outro”. Esta luz se faz plena nas palavras de Jesus, aquele que veio revelar os segredos do Pai, comunicar a vida de Deus e executar a vontade do Pai: “Esta é a vontade do meu Pai: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, nada, nem mesmo o nosso ser de carne, mas o ressuscite no último dia”. Deus nos chamou à vida não pela morte, mas passando através do Filho que é a porta, nós recebemos o prêmio da liberdade para acolhê-lo, a sua Palavra, o seu chamado, os seus dons que ele pôs na vida de cada um e que significam felicidade eterna. “Deus”, diz São Paulo, “dá uma prova de amor por nós porque quando ainda éramos pecadores, Cristo deu a sua vida para que tivéssemos a vida”. Hoje é dia de lembrarmos os nossos mortos, lembrarmos a vida que Deus dá a todos quantos ele chamou a si. Hoje podemos sentir a paz, a plenitude dos bens de Deus. Hoje cada um dos nossos caros é acolhido além dos seus limites, na sua verdadeira dimensão de amado por Deus e na sua fidelidade ao amor. “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá”.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Zonal5
Solenidade de Todos os Santos
O caminho para a felicidade plena
“Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do cordeiro”. Com esta imagem, o livro do Apocalipse indica todos aqueles que participaram do sacrifício expiatório de Cristo, cordeiro sem mancha. Estes, agora, formam a multidão imensa, simbolizados pelo número 144.000 (12 tribos de Israel x 12 apóstolos x 1.000 = idéia de abundância). São todos aqueles que conseguiram a visão eterna de Deus depois de ter atravessado o tempo da prova, lutando constantemente contra as ciladas do mal, animados pela coragem e segurança que vem do Senhor. Estamos falando dos santos.Os santos são aquelas pessoas canonizadas pela Igreja, depois de uma minuciosa investigação da vida destas. Mas, os canonizados constituem uma pequena parte. Há muitíssimos outros que celebramos hoje, uma multidão que ninguém podia contar, diz o livro do Ap. São aqueles que com humildade se submeteram à vontade de Deus durante a sua vida, e estão na presença do Senhor para sempre. Dentre estes, podem constar nossos amigos e familiares já falecidos. São os santos anônimos, e são exatamente como os canonizados.Também nós não devemos nem duvidar que possamos participar desta comunhão. Cristo não exclui ninguém da salvação. Porém, Cristo não impõe, ele só propõe. Cada um é livre em aceitar ou rejeitar esta salvação.O Evangelho de hoje nos apresenta um itinerário de santidade humana que abraça todas as etapas da nossa vida, abarcando cada situação e considerando os desafios que a cada dia estamos sujeitos: Deus não quer que fiquemos passivos, há um caminho a seguir. As bem-aventuranças indicam que caminho é este, mostrando o caráter do cristão enquanto herdeiro do Reino de Deus, da felicidade plena, da alegria perfeita.Ser pobre em espírito é ser humilde. É quando reconhecemos nossa necessidade, nossa insuficiência e nossa dependência, nossos limites, e, nos dirigimos a Deus na oração com confiança. Para tal, é necessário arrancar de nós toda soberba, orgulho, presunção, egoísmo, auto-suficiência, superioridade, intolerância. Esta bem-aventurança não diz respeito só aos que são pobres materialmente: um milionário pode reconhecer e confessar que a riqueza material não é tudo para ele e que ele depende de Deus; enquanto, um pobre materialmente pode ser cheio de inveja e esperar tudo da riqueza terrena.A segunda bem-aventurança parece contraditória, pois o pranto é o contrário de alegria. Os motivos podem ser vários: a morte, a doença, as desgraças, o pecado e a fraqueza, as mudanças drásticas da vida. O aflito é aquele que sofre por sua situação ou pela dor alheia, movido pela compaixão. O pecado contrário é quando somos indiferentes e almejamos uma “vida boa”, cheia de prazeres, confortos, tranqüilidades; é o pecado da indiferença com o próximo, da dureza de coração.Jesus era manso. Ele chama felizes os mansos, que deixemos toda grosseria, desrespeito, desamor, agressões. A santidade deve mostrar-se no modo como tratamos as pessoas. É preciso trabalhar o autocontrole, aceitar o próximo, não querer dominá-lo, controlá-lo, humilhá-lo nem impor-lhe nossas idéias.Fome e sede são uma necessidade natural, fundamental para vivermos. Felizes são os que tem fome e sede de justiça: ser justo significa ser reto, honesto, correto com relação ao próximo, a Deus e às coisas materiais.Ser feliz significa ser misericordioso. Significa não ficar indiferente perante o sofrimento alheio nem mostrar um coração duro perante as ofensas que nos foram causadas. Sentir a miséria do outro e perdoá-lo. Só perdoando, seremos perdoados.O que busca a santidade busca a pureza. Humanamente falando, nos damos conta que é impossível ser totalmente puro, mas o sangue de Jesus nos lava de todo o pecado.O caminho da santidade é uma busca constante de paz. Deus é um Deus da paz. Ele quer que nós também sejamos pessoas de paz. Temos que aprender a lidar com o pecado da maledicência, da intriga, da vingança, da provocação. Somos felizes quando não só fizermos as pazes com os outros, mas também quando formos instrumentos de paz entre duas pessoas ou grupos etc.Ser bem-aventurado implica ser perseguido ou até morrer por causa de Jesus Cristo. Talvez seja esta uma questão das mais difíceis da santidade: conviver com isto enquanto se segue a Jesus. Talvez alguém possa se enganar pensando que quanto mais próximos a Deus estivermos, mais amados seremos por todos. Errado! Pois, seremos cada vez mais invejados, contrariados, insultados e perseguidos. O diabo fica desconcertado com os que, sinceramente, buscam seguir Cristo. O próprio Jesus Cristo foi odiado e crucificado.Enfim, o caminho indicado por Jesus para nossa felicidade parece ser uma restrição, uma limitação da liberdade humana. Mas, Jesus não veio prender, veio libertar. Na verdade, as bem-aventuranças são um caminho para a liberdade, para a salvação, para a felicidade.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Carnaúba dos Dantas
Pe. Antônio Maira canta e encanta na Festa de Nossa Senhora das Vitórias.

O nosso blog do Zonal 5 não poderia deixar de registrar o grande show do Padre Antônio Maria que aconteceu ontem na cidade de Carnaúba dos Dantas, em comemoração aos 80 anos da Romaria ao Monte do Galo.
O Padre Antônio Maria, cantor religioso a mais de 30 anos, veio à cidade de Carnaúba dos Dantas apresentar um grande show de fé. Esse show foi em comemoração aos 80 anos do início das Romarias ao Monte do Galo, local visitado por milhares de pessoas durante todo o ano.
O Pe. João Paulo, Administrador Paroquial de Carnaúba dos Dantas foi o responsável pela vinda do Padre Antônio Maria a nossa região.
Antes, do show, o senhor Bispo Diocesano e diversos sacerdotes, celebraram a última novena da Festa de Nossa Senhora das Vitórias, padroeira apenas do Monte do Galo e não da Paróquia de Carnaúba, como alguns pensam. O padroeiro da cidade é São José, cujas festas religiosas existentes na cidade são celebradas no templo a ele dedicado.
Após a novena os sacerdotes, o bispo e o povo de Deus seguiram para a Praça Caetano Dantas, onde aconteceu o grande show do Padre Antônio Maria. “Já me disseram que aqui é um pedacinho do céu, e eu estou comprovando isso”, afirmou carinhosamente o padre.
Diversas canções bastante conhecidas em nosso meio foram apresentadas como, Nossa Senhora (Roberto Carlos), Pegadas na Areia, Mãe Aparecida (Daniel), Sonda-me, dentre outras.
Milhares de pessoas vindas de várias cidades do Rio Grande do Norte e da Paraíba prestigiaram o show do padre que certamente ficará marcado na história não só da cidade de Carnaúba, mais de todos que ali se encontravam. Parabéns ao Pe. João Paulo e a todos os que direto ou indiretamente se envolveram na organização deste grande evento.
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical – Mt 22,34-40
Se você não se amar, não vai amar o próximo.
(XXX Domingo do Tempo Comum - 26/10/2008)
Somavam um total de 613 as prescrições, mandamentos e proibições que os escribas observavam do Antigo Testamento. Por isso, no Evangelho de hoje não é de estranhar que alguns fariseus já confusos com tantas leis e sabendo que Jesus tinha feito calar muito bem os saduceus que o tentaram pegar na palavra no debate sobre a ressurreição dos mortos, dirijam-se ao “Mestre” para que lhes diga qual seja o mandamento mais importante dentre tantos.
Jesus responde: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”; e o segundo que Jesus relaciona intimamente a este primeiro é: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.
Qual seja a importância deste(s) mandamento(s) para a nossa vida de cristãos já somos acostumados a ouvir desde a nossa infância no catecismo. Por isso, hoje vou me deter num detalhe que muitas vezes nós nem percebemos e que sem uma boa compreensão deste detalhe, inclusive a sua prática, ficamos meio que impedidos de praticar o mandamento que o próprio Jesus nos pediu.
Começo perguntando: você já parou para pensar se você ama a si mesmo? E de verdade? Hoje mais do que nunca, vemos tantas pessoas magoadas, feridas, insatisfeitas, mal amadas, tristes, amargas, doentes emocionalmente, mentalmente e espiritualmente. Já que, de fato, na nossa sociedade, um grande número de pessoas não se amam, não gostam delas mesmas, não se sentem satisfeitas com elas mesmas; e o pior, muitas se odeiam. Odeiam seu jeito de ser, odeiam seu corpo, etc. Umas têm isso bem claro em suas mentes, enquanto outras não. E quase todas nem sonham que isto é com certeza a raiz de muitos dos problemas de suas vidas: é falta de amor-próprio, diferente de egoísmo (quer tudo para si e exclui) e de egocentrismo (se acha o centro).
Deus criou o mundo e as pessoas para que nós tenhamos ótimas relações com elas; mas quando nós nos rejeitamos ou nos odiamos, isso provoca em nós muitos problemas de relacionamentos. Se somos pessoas feridas, nossa tendência é ferir o outro.
Se pegarmos o mandamento de Jesus do Evangelho deste domingo vamos ver que aí há três tipos relações: minha relação com Deus, com o próximo e comigo mesmo. Como é a nossa relação com o nosso próximo? Com os nossos pais? Com os nossos amigos? Vizinhos? Colegas? E com Deus? Enfim, e a relação que nós temos com nós mesmos?
Você gosta de estar com você mesmo? Você se sente bem em sua companhia? Ou você acha que tudo que possa lhe preencher vem de algum outro ser humano? Às vezes, gastamos muito tempo sozinhos pensando como é bom estar na companhia de outras pessoas e como é ruim ficarmos sozinhos, quando poderíamos muito bem gastarmos este tempo para aprendermos a nos sentirmos bem com nós mesmos. Quer queiramos ou não, a única pessoa com quem estaremos 24 horas neste mundo é com nós mesmos.
Nós todos sabemos como é chato conviver, por exemplo, todo dia no trabalho com alguém que nutramos algum tipo de antipatia, não vemos a hora daquele trabalho encerrar para descansarmos um pouco daquela convivência. Pois é, mas de nós não podemos fugir, nem mesmo por um único segundo, então é de suma importância que nós tenhamos paz conosco mesmos, é preciso que nos amemos.
Mas porque é que tantos não se amam? Porque caem no que podemos chamar auto-rejeição quando sentem que as pessoas não as aceitam como realmente são. Se sentirmos que ninguém nos ama nem nos aceita, porque deveríamos nos amar? Isso é uma mentira que quanto mais acreditarmos, mais as coisas vão piorar pro nosso lado.
Assim, o Evangelho mostra uma lógica, uma seqüência de como devemos nos comportar com relação a tudo isso. Deus é amor. Deus nos ama em primeiro lugar. Ele teve a iniciativa. Ele nos aceita, mesmo que os outros não nos aceitem. E isso basta para encher o nosso ser. Ninguém pode dar aquilo que não tem. Assim, nós só podemos dar amor ao nosso próximo se aceitarmos esse amor de Deus na nossa vida e conseqüentemente nos amarmos. Nós temos que nos amar, não de modo egoísta nem egocentrista, mas de maneira equilibrada.
Nós devemos ter um tipo de amor por nós mesmos no qual sabemos que Deus nos ama e que dessa maneira podemos amar o que ele escolheu amar. Podemos até não estarmos de acordo com todas as coisas erradas que nós fazemos, mas devemos aceitar a nós mesmos com os nossos defeitos porque Deus nos aceita assim. Nós devemos amadurecer o nosso amor a ponto de dizer: eu sei que eu preciso mudar e eu quero mudar. De fato, eu acredito que Deus está mudando meu ser, mas durante este processo, eu não me rejeitarei porque Deus me aceita exatamente como sou.
Que todos nós saibamos acolher o amor imenso que Deus tem por cada um de nós, para que assim possamos amá-lo, amar a nós mesmos e assim, cheios de amor, amar de coração sincero o nosso próximo.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Santana do Seridó
Quem é o primeiro Pároco da Paróquia recém criada de Santana do Seridó?
Foto: Pe. Emanuel

Neste momento o Pe. Emanuel estava recebendo simbolicamente a posse nos lugares principais da igreja.
1º na cátedra, 2º no Sasntíssimo Sacramento, 3º na Pia Batismal e 4º no Confessionário.
“Um padre simples, competente, dedicado, estudioso e capaz”. Essas foram palavras do Bispo Dom Delson ao se referir ao Pe. Emanuel Medeiros de Araújo que recebeu a posse como primeiro Pároco de Santana do Seridó.
Pe. Emanuel Medeiros de Araújo é natural de Jardim do Seridó – RN e foi Ordenado Sacerdote no dia 04 de agosto de 2001 na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Jardim do Seridó. Foi Vigário Paroquial desta mesma paróquia até o ano de 2007, quando foi nomeado Vigário Paroquial de Parelhas.
A partir daí o Pe. Emanuel dedicou uma atenção mais especial à comunidade de Santana do Seridó que durante este tempo foi preparada e organizada para ser elevada a condição de Paróquia, ou seja, Igreja independente.
Por sua dedicação ao estudo, especialmente dos ritos e liturgias da Igreja, foi nomeado cerimoniário oficial da Diocese de Caicó, trabalho que o mesmo desenvolve com muito empenho e dedicação. Destacou-se pelo trabalho nas ordenações sacerdotais, onde, nas quais o mesmo atuou e na Ordenação Episcopal e posse de Dom Lucena, onde fez parte da organização e junto a outros dois cerimoníários, dirigiu os atos litúrgicos próprios.
Agora o Pe. Emanuel recebe o título de Pároco daquela comunidade. Assim para que entendamos o que é ser pároco, leia a seguir algumas de suas funções segundo as orientações da Igreja:
Na estrutura atual da Igreja, a função de Pároco é essencial para a vida da Igreja Particular, que deve ser, necessariamente, dividida em Paróquias. E, na paróquia, “o Pároco deveria ser um ícone da presença do Cristo histórico. É a exigência da configuração a Cristo que ressalta esse compromisso prioritário” (Presb. Pastor e guia, 19).
Diante da riqueza teológica e jurídica do pároco, nada justifica que algumas paróquias sejam regidas por Administradores Paroquiais, cujo oficio é, por si mesmo, provisório. Alguém que dirige uma paróquia vaga, até que seja nomeado seu novo pastor. Cargo semelhante ao do Administrador diocesano. Função interina.
Da função paterna do pároco deriva sua necessária estabilidade, na paróquia. Desta depende o exercício eficaz do seu tríplice múnus e de sua dinâmica administração, tanto no campo espiritual quando no temporal. Daí, a sábia advertência do legislador, determinando que o Pároco seja nomeado, como norma geral, por tempo indeterminado.
Sempre que o bem da Igreja e a salvação das almas o exijam, o Pároco deve estar sempre disponível para prestar seu frutuoso trabalho em outras paróquias ou outros ofícios. A transferência visa à boa organização da Diocese, a distribuição eqüitativa das funções e o bem do seu clero. E tudo isso tem, como objetivo, a evangelização: tornar Jesus Cristo conhecido e amado, para que o mundo seja salvo.
E é no âmbito das paróquias, que acontece, normalmente, o contato mais imediato da Igreja com todo o povo. Daí nasce à importância do Pároco. Nele torna-se presente Jesus Cristo, como cabeça de seu Corpo Místico, o Bom Pastor, que cuida de cada ovelha (Id. 29).
No exercício de sua missão pastoral, o pároco deve cuidar-se para não cair no perigo do “funcionalismo”. Como pastor próprio, ele não é um funcionário que desempenha um papel e oferece serviços a quem os pede. Como homem de Deus, ele exerce, de modo integral, o seu ministério (Ib. 22).
De tudo isso se pode concluir que o padre diocesano se realiza, plenamente, na sua função de Pároco. Antes de assumir qualquer outro compromisso, na Igreja Particular, deveria passar primeiro, por esta gratificante experiência sacerdotal.
Santana do Seridó
A mais nova Paróquia da Diocese é criada em clima de muita alegria.
Foto: Pe. Emanuel

Momentos da Missa da instalação da Paróquia de Santana em Santana do Seridó
Este dia 19 de outubro de 2008 ficará pra sempre marcado na história da comunidade católica de Santana do Seridó, pois é o dia histórico da elevação da Área Pastoral a categoria de paróquia.
Com a Matriz de Santana completamente lotada dos fiéis santanenses que ali se encontravam para juntos elevarem os louvores a Deus homenageando a padroeira Senhora Santana, o Bispo diocesano de Caicó, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, criou e instalou solenemente a Paróquia de Santana na cidade de Santana do Seridó.
O Decreto que foi lido por Pe. Alcivan Tadeus, Vigário Geral da Diocese e Pároco de Parelhas, delimitou os espaços urbanos e rurais da nova paróquia e instituiu os direitos e deveres que são comuns a toda paróquia recém criada. “Santana do Seridó agora passa a ficar totalmente independente da Paróquia de Parelhas, a qual queremos agradecer pelo grande apoio nessa missão”, falou Dom Delson.
Com a criação da Paróquia também aconteceu à posse do primeiro Pároco. O Pe. Emanuel Medeiros de Araújo, então Vigário Paroquial de Parelhas, recebeu a nomeação como Primeiro Pároco da Paróquia de Santana. O mesmo já vinha desenvolvendo seus trabalhos pastorais naquela comunidade desde sua possa em Parelhas.
Participaram da celebração vários padres da Diocese de Caicó e da vizinha Diocese de Patos na Paraíba. A Paróquia de Santana em Santana do Seridó é a 3ª Paróquia dedicada à Senhora Santana da Diocese de Caicó que assim está organizada agora num total de 24 paróquias.
Que a Senhora Santana possa abençoar sempre mais esse povo de fé e comprometido com a evangelização no projeto de Jesus. Que o esforço e a dedicação do Pe Emanuel junto ao empenho do seu povo possa ser recompensado com belos e longos anos de um feliz e frutuoso pastoreio.
Parabéns aos paroquianos da nova Paróquia de Santana do Seridó.
Jardim do Seridó
Pastoral da Criança realiza estudo de líderes em Jardim do Seridó.
Foto: Danúbio Silva

Diversos momentos o encontro
Neste domingo dia 19/10 a Coordenação Diocesana da Pastoral da Criança se reuniu com os líderes de várias cidades aqui na cidade de Jardim do Seridó.
O Encontro teve início com a Santa Missa ás 8h no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, celebrada pelo Vigário paroquial Pe. Domiciano.
Estiveram presentes representantes de Ouro Branco, Jardim do Seridó, Parelhas, Equador, Carnaúba dos Dantas dentre outras.
O Encontro foi marcado pela troca de experiências nas diversas comunidades e pelo trabalho em oficinas. A Coordenação Diocesana da Pastoral da Criança mostrou-se muito satisfeita com a participação das paróquias e se sentiu feliz com o trabalho realizado por cada um dos líderes que ali se fizeram presentes.
Jardim do Seridó
Momento de devoção e fé na presença das relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque.
Foto: Matheus Araújo

Como divulgamos anteriormente as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque, a Santa que difundiu a devoção ao Sagrado Coração de Jesus por todo o mundo, estiverem em Jardim do Seridó.
A urna contendo as relíquias chegou no dia 15/10 por volta das 17h30 ao Santuário do Sagrado Coração de Jesus. Os fiéis que desde cedo a aguardavam, receberam-na com muitos aplausos e cânticos.
Às 19hs foi celebrada a missa em ação de graças onde o senhor Ailton e a Ir. Benedita, que ambos acompanhava as relíquias, falaram pra comunidade sobre a vida e a missão de Santa Margarida. Na celebração se fizeram presentes os centros do Apostolado da Oração de Jardim do Seridó, Ouro Branco, Parelhas, além de outros.
A missa foi presidida por Pe. Joaquim José (pároco de Jardim do Seridó) e concelebrada por Pe. Alcivan Tadeus (Vigário Geral da Diocese e Pároco de Parelhas), Pe. Carlos Henrique (Adm. Paroquial de Ouro Branco) e Pe. Jocimar Domiciano (Vigário Paroquial de Jardim do Seridó).
No dia 16/10, os diversos movimentos e pastorais da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição se organizaram para rezar o terço a Nossa Senhora, pela qual Santa Margarida dedicava especial amor. Ás 16hs foi celebrado a missa em honra de Santa Margarida Maria Alacoque, pois este é o dia a ela dedicado. Logo depois o relicário seguiu para vizinha cidade de Caicó.
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical – Mt 22,15-21
Dai a César o que é de César, mas a Deus o que é de Deus
(XXIX Domingo do Tempo Comum - 09/10/2008)

No Evangelho deste domingo, os fariseus tentam fazer com que Jesus se contradiga através de um plano bem articulado, definido pelo próprio Jesus como plano hipócrita. Temos que ter em mente que nem todos os fariseus do tempo de Jesus eram iguais, como também nós cristãos de hoje. De fato, o “verdadeiro” fariseu era aquele que vivia a própria fé com autenticidade, pela qual as práticas externas derivavam da observância da lei de Deus como fruto de uma vida plasmada pela escuta obediente da Palavra de Deus. O verdadeiro fariseu sabia ser acolhedor, misericordioso e certamente teria prestado socorro ao samaritano perseguido e caído pela estrada de Jerusalém a Jericó.
Mas os fariseus que encontramos no Evangelho de hoje são hipócritas. Chamam Jesus de “Mestre”, mas não o seguem. Pedem-lhe qual seja o caminho para conhecer a verdade, mas não o percorrem. Depois, perguntam acerca da verdade, mas querem aquela cômoda, a verdade subjetiva, aquela que pode ser dominada, manipulada a seu bel prazer. A visão parcial destes fariseus ligada ao culto, mas desligada da vida, e, portanto, não incidente na vida mesma, impossibilita-lhes compreender e conhecer a Verdade. Estes fariseus são da mesma raça daqueles que Jesus reprovou na parábola do bom samaritano como incapazes de amar o próximo, mesmo se sentindo iludidos de ser amados por Deus só porque observavam as leis cultuais. Estes fariseus são muito espertos. É a esperteza cruel de quem busca os próprios interesses: eliminar Jesus porque ele incomoda. Jesus não deve ser acolhido, pois atrapalha os planos deles. Então, armam de tudo para confundí-lo e prendê-lo com a célebre frase: “é lícito ou não pagar o imposto a César?”
Ironia do Evangelho. Estes fariseus elaboraram a cilada para eles mesmos. Na resposta, Jesus desmascara a mesquinharia da fé deles. Ora, o povo de Israel vivia sob o domínio dos romanos. Um sinal de domínio dos romanos sobre o povo era exatamente o excesso de impostos. E então? Deus quer ou não que se pague o imposto a César? Se Jesus tivesse respondido sim, teria ido contra o povo que era sobrecarregado pelas taxas, especialmente pelos hostis zelotas, mas teria como aliados os romanos, os fariseus e os sacerdotes judaicos que dos romanos gozavam de alguns privilégios (sempre interesseiros); se tivesse respondido não, poderia ser acusado como rebelde ao imperador e ser condenado. Dessa vez, os fariseus acham mesmo que Jesus está sem saída. Mas, Jesus não cai na armadilha deles, não se deixa determinar pela pergunta como ela foi formulada. Responde a ela, mas vai muito além. Com a sua resposta, Jesus evita tal cilada, recuperando integralmente os dados da realidade. Ele revela às pessoas a sua identidade. “De quem é a imagem sobre a moeda?” O denário era uma moeda romana com o qual eram pagas as taxas. E no tempo de Jesus, o denário de prata tinha a imagem do imperador Tibério Cesar. Então, que se devolva a César aquilo que é de César, isso não representa problema nenhum pra Jesus. Por outro lado, Jesus acrescenta: mas, devolva a Deus o que é de Deus. Com isso, Jesus quer fazer entender que a pergunta sobre o imposto não diz respeito diretamente a Deus e que neste âmbito César não está em concorrência com Deus.
Mas, que as disposições e exigências de César podem ser respeitadas desde que não contradigam a vontade de Deus. Isso significa que toda pessoa que vive numa civilização organizada com as próprias instituições políticas, sociais, econômicas, deve ser respeitada, sua dignidade de pessoa enquanto criada por Deus a sua imagem e semelhança. É no amor por cada pessoa humana que se dá a Deus aquilo que é de Deus e a César o que é de César. Não se pode separar fé, vida econômica, política e social. A pessoa cristã não pode estar dividida, de outro modo arrisca tornar-se como os fariseus hipócritas do Evangelho de hoje. Hoje sentimos falar tanto de liberdade religiosa, ou seja, que podemos ser cristãos e que podemos manifestar nossa fé abertamente e protegida pela lei. Mas, infelizmente, há também tantas pessoas no mundo impossibilitadas de praticar sua fé, como a China, onde, por exemplo, os cristãos são obrigados a abortar o segundo filho.
Que possamos cada vez mais devolver a Deus o que é dele, colocá-lo em primeiro lugar na nossa vida, e abrirmos o nosso coração à escuta acolhedora da sua Palavra que nos liberta e nos faz capazes de entender que somos profundamente amados por ele.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Jardim do Seridó
Chegam hoje a Jardim do Seridó as Relíquias de Santa Margariada Maria Alacoque.

A peregrinação das relíquias de Santa Margarida Maraia Alacoque chega ao Seridó. Hoje, às 18hs está prevista a chegada da urna contendo partes do corpo da Santa que teve o privilégio de receber a visita de Jesus Cristo apresentando o seu Sagrado Coração.
Quem é Santa Maragarida Maria Alacoque?
Margarida Maria Alacoque, nasceu no dia 22 de Agosto de 1647 em Verosvres, na Borgonha. O seu pai, juiz e tabelião, morreu quando Margarida ainda era muito jovem. Assim ela conheceu a humilhação da necessidade, vivendo ao capricho de parentes pouco generosos e nada propensos a consentir que ela realizasse o seu desejo de fechar-se no convento. Recebeu a comunhão aos nove anos e aos 22, a confirmação, para a qual quis preparar-se com confissão geral: ficando quinze dias preparando-se, escrevendo num caderninho a grande lista de seus pecados e faltas, para ler depois ao confessor.
Na festividade de São João Evangelista de 1673, uma moça de vinte e cinco anos, irmã Margarida Maria, recolhida em oração diante do Santíssimo Sacramento, teve o singular privilégio da primeira manifestação visível de Jesus, que se repetiria por outros dois anos, toda primeira sexta-feira do mês. Em 1675, durante a oitava do Corpo de Deus, Jesus manifestou-se-lhe com o peito aberto e apontando com o dedo seu Coração, exclamou: "Eis o Coração que tem amado tanto aos homens a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento não recebo senão ingratidão da maior parte deles". Margarida Maria Alacoque, escolhida por Jesus para ser a mensageira do Sagrado Coração, já fazia um ano que vestira o hábito das monjas da Visitação em Paray-le-Monial.
No último período de sua vida, nomeada mestra das noviças, ela teve a consolação de ver propagar-se a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, e os próprios opositores de outrora mudarem-se em fervorosos propagadores. Morreu em 17 de Outubro de 1690, aos 43 anos de idade. Foi canonizada em 1920, mas a data da sua festa foi antecipada por um dia para não coincidir com a de Santo Inácio de Antioquia.
As relíquias de Santa Margarida chegarão ao Santuário do Sagrado Coração de Jesus em Jardim do Seridó hoje às 18hs, onde lá estarão presentes os centros do Apostolado da Oração das cidades que compõem o Zonal 5, Ouro Branco, Jardim do Seridó, Santana do Seridó, Parelhas e Equador. Às 19hs será celebrada a Santa Missa e no dia 16, amanhã, durante todo o dia o Santuário ficará aberto para a visitaçãos dos fiéis. Por volta das 17hs, as relíquias seguirão para a cidade de Caicó e depois para a vizinha Diocese de Cajazeiras na Paraíba.
Jardim do Seridó
Missa em Ação de Graças pelas crianças e por Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.

Na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Jardim do Seridó aconteceu neste domingo, 12, como de costume a Missa das Crianças. Esta Missa já é bastante tradicional aqui na comunidade e é celebrada sempre no domingo às 16h30 no Santuário do Sagrado Coração de Jesus.
Neste domingo passado celebramos o dia das crianças e de Nossa Senhora Aparecida. Assim a celebração teve uma preparação toda especial.
Apresentações, reflexões sobre as crianças e muita animação fizeram parte da missa, onde a direção ficou por conta de uma amiguinha das crianças já presente nesta celebração desde o ano passado. “Aninha” como é conhecida por todos é uma boneca (fantoche) que, na missa das crianças, faz o papel de comentarista. Essa idéia surgiu ainda quando o Pe. Fabiano Dantas, hoje Administrador Paroquial de São José do Seridó, era o Vigário Paroquial de Jardim do Seridó.
A idéia deu muito certo, o que possibilitou o surgimento de novos personagens durante a missa: Anjo Gabriel, Joãozinho, Mariazinha, etc. Assim observamos como as crianças aprendem e se concentram durante a celebração, pois atendem sempre aos pedidos de silêncio da amiguinha Aninha.
Portanto, ao final da Missa em Honra de Nossa Senhora Aparecida e também em homenagem às crianças, o Pe. Domiciano, Vigário paroquial de Jardim do Seridó, distribuiu uma pequena lembrancinha para todas as crianças que estavam na igreja. O Padre encerrou a Missa cantando parabéns para as crianças aniversariantes do dia, as quais foram presenteadas com uma Bíblia da criança.
Que Nossa Senhora Aparecida possa abençoa cada vez mais as nossas crianças, be como as suas famílias.
Ouro Branco
Festa do Divino Espírito Santo encerrada com grande procissão.

Procissão de encerramento da festa do Ouro Branco
Festa do Divino Espírito Santo foi encerrada ontem (12), com uma grande procissão que saiu às 16h30 da Matriz e percorreu as principais ruas de Ouro Branco. O padre Carlos Henrique de Jesus Nascimento deu a benção do Santíssimo Sacramento aos milhares de fies que participaram da procissão.
Em seguida, o prefeito Nilton Medeiros foi convidado para fazer o descerramento da bandeira do padroeiro. Na procissão, as imagens do Divino Espírito Santo, de São Francisco de Assis (co-padroeiro) e Nossa Senhora Aparecida (padroeira do Brasil), foram levadas pelos fies. Durante a procissão, a Filarmônica Manoel Felipe Nery, de Ouro Branco entoava seu som, como faz a 30 anos na festa do Divino Espírito Santo.
O prefeito eleito de Jardim do Seridó, padre Jocimar Dantas também prestigiou o ato religioso. Um show pirotécnico brilhou nos céus de Ouro Branco nas primeiras horas da noite de domingo, marcando o encerramento da festa religiosa. Ainda ontem pela manhã, aconteceu à missa solene em honra ao Divino Espírito Santo, presidida pelo bispo Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz e concelebrada pelos sacerdotes presentes.
Logo após a missa, no Centro de Pastoral e Catequese, um almoço foi servido com a presença do bispo Dom Manoel Delson e do prefeito reeleito Nilton Medeiros, que conversaram bastante sobre os problemas do povo ouro-branquenses.
Com informações do blog: www.marcosdantas.com
Igreja no Brasil
Hoje dia 12, saudamos a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Com muita alegria nós brasileiros, mais do que nunca, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e famílias brasileiras: Nossa Senhora Aparecida.
Tudo começou em 1717, a humildade de três pescadores: Filipe Pedroso, Domingos Garcia e João Alves. Estes foram pescar no Rio Paraíba, quando já desanimados lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede. A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um Oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria.
Com o passar do tempo e aumento dos devotos da Senhora de cor negra, foi preciso construir uma grande Capela e depois um Templo inaugurado em 1888. No final do século, o Bispo Diocesano elevou a honra de Santuário e chamou os redentoristas para propagar o amor à Maria e ajudar o povo. O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene e elevou a Basílica o Santuário. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção a Virgem, foi quando o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e aumento cada vez mais de devotos a Imaculada Mãe de Deus". Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto a Mãe de Deus.
Com o crescimento das romarias, devido às graças que o Senhor derramou por Maria, começou-se em 1950 a grande construção da nova Basílica, que foi solenemente consagrada pelo Papa João Paulo II em 1980, quando nos visitou e assim nos confirmou neste sobria devoção a Nossa Senhora Aparecida.
Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, Rogai por nós!
Santana do Seridó
E em Santana do Seridó tem prosseguimento à festa da Padroeira.
Outra linda festa que está acontecendo em nosso Zonal é a da Padroeira da Futura e mais nova Paróquia da Diocese de Caicó, Santana do Seridó. A festa teve início quinta-feira dia 09 e se encerrará no próximo domingo dia 19.
Hoje, 12, dia de Nossa Senhora Aparecida, às19h30, acontecerá a 3ª novena em honra da Senhora Sant’Ana com o tema voltado para Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. O pregador da noite de hoje será o Pe. Jocimar Domiciano, Vigário Paroquial de Jardim do Seridó.
A cidade de Santa do Seridó vive as expectativas para o próximo domingo, onde, na missa solene presidida pelo nosso Bispo Dom Delson, será lido o decreto que elevará a Área Pastoral Autônoma de Sant’Ana, à categoria de Paróquia. Assim a Diocese de Caicó passara a somar um total de 24 paróquias.
“No discipulado de Cristo, promovemos a vida”
Ouro Branco
Termina hoje a festa do Divino Espírito Santo.
Alguns momentos da Festa do Divino Espírito Santo 2008
A festa do Padroeiro foi marcada por uma profunda reflexão acerca da Palavra de Deus que é o tema principal do Sínodo dos Bispos que está acontecendo em Roma.
Hoje dia 12, dia de Nossa Senhora Aparecida, às 10h acontece a Missa Solene Presidida pelo nosso Bispo Diocesano Dom Manoel Delson. À tarde procissão de encerramento da festa com a divulgação do resultado parcial financeiro da festa e arreamento da bandeira.
Assim queremos desejar a todos os ourobranquenses um feliz final de festa. Ao Pe. Carlos Henrique, administrador Paroquial, bem como a toda a equipe da festa, os nossos parabéns.
Vaticano
Hoje, dia 07, foi o terceiro dia de trabalho para o Sínodo dos Bispos sobre o tema "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja".

Bento XVI com alguns cardeais
Pela manhã, a XII Assembléia Geral Ordinária fez a primeira votação para eleger os oito membros da Comissão para a mensagem final do Sínodo. Para guiar esta comissão, o Papa escolheu o Arcebispo Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, a quem se juntará ainda um vice-presidente. Em seguida, começou o debate geral.
No intervalo dos trabalhos, Bento XVI recebeu os membros da United Bible Societes, cujo secretário-geral, o Reverendo Miller Milloy, está presente no Sínodo como convidado especial.
Eles trouxeram um presente especial para o Papa: uma versão poliglota da Bíblia. E por vontade do Santo Padre, disse o secretário geral do sínodo, Monsenhor Nikola Eterovic, uma cópia do volume, será dada a todos os participantes da Assembléia, incluindo peritos e auditores.
Esta manhã foi marcada por reflexões, entre as principais, a do Cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio dos Cardeais, que ressaltou a grande presença do purpurado no Sínodo: "uma bela forma de integração e cooperação", disse ele, incluindo dois organismos chamados ajudar o Pastor da Igreja Católica.
Em muitos relatórios, o tema principal foi a necessidade de encontrar novos instrumentos para a divulgação e valorização das Sagradas Escrituras. Como fez o Arcebispo de Camberra, Mark Coleridge, que já sugeriu a formação de um Diretório Geral para homilias, a fim de que pregação seja inspirada na experiência universal da Igreja, sem esquecer as particularidades da Igreja local.
Por sua vez, o Cardeal Peter Erdö, presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa, chamou a atenção para os perigos criados pelas publicações mais sensacionalistas que científicas, como o evangelho apócrifo de Judas. Escritos que, segundo ele, podem confundir fontes confiáveis e não confiáveis sobre a história de Jesus Cristo.
O secretário especial do Sínodo, Dom Laurent Mosengwo Pasinya, falou sobre os riscos que as seitas representam. "A doutrina das seitas é geralmente baseada sobre uma interpretação fundamentalista das Escrituras Sagradas", disse ele.
"É necessário, portanto, recorrer a critérios interpretativos estáveis, como a adesão à tradição apostólica e a coerência com toda a Escritura. Critérios que protegem de uma interpretação subjetiva e fundamentalista da Palavra de Deus", concluiu o Presidente da Conferência Episcopal do Congo".
Fonte:www.cancaonova.com.br
Santana do Seridó
A Área Pastoral Autônoma de Santana do Seridó prepara-se para celebrar a sua Padroeira e ser elevada à dignidade de Paróquia.
Convite da Festa
A Comunidade Eclesial de Santana do Seridó, desde o dia 06 de setembro, com as peregrinações na zona rural, prepara-se para a grande festa da sua padroeira SANT’ANA, que neste ano será realizada no período de
Neste ano da graça do Senhor de
Abaixo, segue-se a mensagem do Pe. Emanuel, responsável pela comunidade:
Festa de Sant’Ana 2008
Caros irmãos e irmãs em Cristo, nosso Salvador. Estamos por celebrar a Festa da nossa excelsa padroeira, a Senhora Sant’Ana, como carinhosamente a chamamos. A festa da padroeira traz sempre espírito novo para as nossas famílias e para a comunidade cristã em geral, incentivando-nos na prática do amor, da unidade, da comunhão e do ser Igreja. Com toda certeza é momento privilegiado para mais uma vez ratificarmos a nossa fé em Deus e adesão à mensagem de seu Filho. “Ser cristão não é uma carga, mas um dom”(DA 28).
Neste ano do Senhor de 2008, Ano Paulino, temos mais um motivo para festejarmos de maneira jubilar: a nossa comunidade será elevada à dignidade de paróquia. Por isso, desde já, convido a todos os Santanenses genuínos ou de coração, a celebrarem com espírito de paz e fraternidade este grande acontecimento, bem como a intensificarem suas orações, numa verdadeira ação de graças, por esta grande dádiva e pelo êxito da nossa festa.
A todos os devotos uma feliz e abençoada FESTA DE SANT’ANA.
Sejam todos bem-vindos!
Pe. Emanuel Medeiros de Araújo
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical – Mt 21,33-43
A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular
(XXVII Domingo do Tempo Comum - 05/10/2008)
O profeta Isaías dedica um dos seus mais apaixonantes cânticos poéticos à vinha de um amigo seu (I leitura). Trata-se de uma vinha plantada com amor, protegida, podada com muito cuidado e cheia de tantas esperanças. A vinha do Senhor é o seu povo: “a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e o povo de Judá, sua dileta plantação”. Mas, infelizmente, esta vinha, isto é, o seu povo lhe foi infiel. No tempo da colheita, as expectativas deixam lugar a decepções e amarguras: uvas selvagens em vez de uvas de verdade; em vez de frutos de justiça e retidão, o povo produziu derramamento de sangue e gritos de opressão. O drama daquela vinha torna-se, de fato, uma verdadeira tragédia na parábola que Jesus nos conta hoje no Evangelho.
Os cultivadores da vinha (vinhateiros) além do fato de se apropriarem injustamente da colheita, tornam-se homicidas: espancam, apedrejam, matam, não somente os enviados do patrão, mas até mesmo seu filho. Aqui, já percebemos a ligação evidente com a morte de Jesus. O Filho de Deus tem muitas coisas em comum com os seus servos: também ele foi enviado, e será morto de modo violento. Mas a sua relação pessoal com Deus é completamente diferente. Só ele é o Filho de Deus; todos aqueles que foram enviados antes dele eram servos de Deus. Assim, depois que matam o Filho, Deus intervém.
Neste momento, Jesus passa da linguagem figurada da vinha para a construção de um edifício e já não se refere mais somente à sua morte, mas também à sua ressurreição. Os vinhateiros que matam o filho correspondem aos construtores que rejeitam a pedra. Deus agora opera de modo espetacular em favor da pedra rejeitada e lhe dá uma missão nova e fundamental. Através da morte e rejeição, os homens parecem ter acabado com ele. Porém, Deus é mais forte do que todos eles, e é ele a determinar o destino de seu Filho. Eles, por outro lado, se não se converterem, correm o perigo de destruir a si mesmos com o seu comportamento e de perder a posição privilegiada que Deus determinou pra eles no campo da salvação: “quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?”. O que Jesus diz é uma advertência final e muito séria. Ele mostra a seus interlocutores o que está em jogo nesta discussão. Se eles não escutarem, então acontecerá tudo o que está descrito: “o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.
De fato, o amor de Deus pelo seu povo supera qualquer maldade. Deus, que se inseriu na história, dá um sentido novo aos fatos humanos: recupera a pedra (Jesus), rejeitada pelos construtores e faz dela a pedra angular, isto é, a base da salvação para todos os povos. Agora fica claro: quem rejeita a Deus se auto-condena à improdutividade; só quem o aceita e permanece nele pode dar muitos frutos. Porque sem ele não podemos fazer nada. Deus quer firmemente o nosso bem, e, portanto, não cansa, não desanima, não renuncia aos frutos. Deus ficou sempre tentando e depois de cada rejeição, propondo a novos povos o mesmo Salvador, a fim de que, unidos a ele, dêem frutos de vida.
Jesus não fala de modo obscuro e não age com palavras ambíguas. Ele claramente mostra às autoridades judaicas quem ele é, qual o lugar dele no plano da salvação e qual é o peso do comportamento deles. Nisto, consiste todo o significado deste encontro. E isto se torna significativo também para nós. Também nós devemos saber claramente quem é a pessoa de Jesus Cristo e quais são as conseqüências para nós do nosso comportamento em relação a ele. Que o nosso comportamento seja como nos pede São Paulo: ocupando-nos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor. Assim, o Deus da paz estará conosco.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Diocese de Caicó
A voz do nosso pastor diocesano nas eleições 2008

Aproxima-se o dia 05 de outubro, dia das Eleições, o povo exercerá o seu direito sagrado de eleger os seus representantes para os cargos de prefeito e vereador. Este ato cívico é de suma importância. Na democracia, o povo participa como sujeito e não como objeto, como protagonista e não como figurante. Este é o momento do povo proferir sua voz. Até se diz: “a voz do povo é a voz de Deus”, que Deus se manifeste, então, na vontade soberana do povo.
O voto decide o futuro do município e, conseqüentemente, de cada pessoa, de cada família, de cada comunidade e bairro. Por isto, todos devem levar a sério a decisão de escolher bem, pesando o próprio futuro e o da sua cidade. Acertar na escolha dos candidatos é um ato cívico de construção da cidade para todos.
O povo é protagonista quando assume o seu direito democrático de, livremente, escolher os candidatos que têm as melhores condições para exercer a função executiva (prefeito) e legislativa (vereador) no município. O voto livre significa escolher o candidato sem nenhum tipo de pressão. Entende-se por pressão a utilização de qualquer tipo de força para fazer o eleitor votar. A utilização de dinheiro e as ofertas de vantagens financeiras são pressão econômica; pressão de poder e a utilização de qualquer força exterior que venha interferir na escolha do candidato, como a perda do emprego, violência, etc. Estas ingerências na eleição tiram a liberdade do eleitor e se configurar em crime.
O cidadão livre analisa os candidatos a partir da sua consciência, dos seus valores morais, verificando a idoneidade daquele que pretende exercer o cargo político. Ele sabe que toda função política visa o bem da população. Sabe que o prefeito existe para trabalhar pelo bem comum de todos os munícipes. Sabe também que os vereadores existem para legislar, fiscalizar as ações públicas e incrementar políticas que atendam as necessidades da população. Conhecendo estas coisas, confrontando-as com os candidatos, o eleitor escolhe os que, segundo sua própria consciência e liberdade, são os melhores.
O bonito da democracia é o respeito às diferentes opiniões. Cada cidadão tem o direito de pensar segundo o seu universo cultural, suas experiências de vida, seus sonhos e anseios, que geram motivações únicas bem diversas dos outros. A imposição do pensamento único é antidemocrática. A multiplicidade de pensamento enriquece o processo democrático, abre novos horizontes, renova as visões, quebra os círculos viciosos de poder e faz da participação popular um dos fundamentos insubstituíveis da democracia. Neste tempo de eleições, o clima pode parecer difícil, tenso, cheio de conflitos, os ânimos dos candidatos e dos que os apóiam sobem às alturas, mas é o jeito de cada um expor as suas idéias, seus planos e defender os seus pontos de vista. Todas as eleições, aqui e no mundo inteiro, são assim. Depois, tudo passa e o clima volta ao seu normal.
Pensando bem e conhecendo o espírito do momento de campanha e eleições, devemos dar desconto dos ânimos esquentados e olhar o depois das eleições, quando vamos estar todos juntos, no mesmo barco, conduzidos por aqueles que conseguirão a confiança da maioria. Devemos entender que a vida continua e somos todos companheiros de viagem e necessitamos uns dos outros, necessitamos do respeito e da consideração daqueles que caminham conosco. Nunca tratem mal os adversários políticos. Eles são adversários agora, amanhã, vão estar juntos, pensando no bem comum.
O eleitor que vota num determinado candidato deve respeitar o outro que vota livremente naquele que sua consciência indica. Isto é democracia. Sejamos todos construtores de um mundo melhor, votando bem e respeitando o direito dos outros de vota livremente.
O momento das eleições, pois, se reveste de grande valência e ninguém se exclua do direito e do dever de votar e votar bem. Faça da eleição um ato de amor à sua cidade! Peça as luzes divinas para ajudar no discernimento da escolha do melhor candidato para prefeito e para vereador. Vote seriamente e salve a democracia!
Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz
Bispo Diocesano de Caicó
Ouro Branco
Em Ouro Branco tem início hoje a festa do Divino Espírito Santo 2008.

Divino Espírito Santo, Padroeiro de Ouro Branco
Terá início hoje, 02/10, a festa do Divino Espírito Santo, Padroeiro de Ouro Branco.
O Pe. Carlos Henrique de Jesus Nascimento convida os ourobranquenses ausentes, presentes e visitantes, para juntos rendermos graças pelos Dons que o Divino Espírito Santo Derramo sobre esta comunidade de Ouro Branco.
Confira a Seguir a programação Religiosa para os primeiros quatro dias da festa:
02/10/08 – QUINTA-FEIRA: ABERTURA DA FESTA
18h30: caminhada com a bandeira do Divino Espírito Santo e as dos setores missionários, saindo da Praça Arlinda Medeiros para a igreja Matriz, onde haverá o hasteamento da bandeira e celebração eucarística. Todos os motoristas são convidados a participar com seus veículos.
03/10/08 – SEXTA-FEIRA: NOITE DOS CASAIS
6h30: missa da 1ª sexta-feira com recepção de fitas do Apostolado da Oração
10h: encontro com todos os setores missionários para a entrega dos envelopes destinados às famílias colaboradoras da Festa.
19h30: 1ª noite da novena com Bênção do Santíssimo Sacramento
Tema: Deus, aquele que nos fala como a amigos – Pregador: Milton Dantas
04/10/08 – SÁBADO: DIA DE SÃO FRANCISCO: NOITE DOS OUROBRANQUENSES AUSENTES
19h30: 2ª noite da novena: missa solene de São Francisco de Assis, nosso co-padroeiro
Tema: São Francisco, seguidor da Palavra de Deus, servidor da caridade – Pregador: Pe. Erivan Santos
05/10/08 – DOMINGO: NOITE DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO
19h30: 3ª noite da novena com Bênção do Santíssimo Sacramento
Tema: O cristão: aquele que escuta a Palavra de Deus na fé – Pregador: Rodrigo dos Santos
Pe. Carlos Henrique de Jesus Nascimento
Administrador Paroquial de Ouro Branco
Jardim do Seridó
Festa de São Francisco de Assis.

São Francisco de Assi, Rogai por nós!
Na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Jardim do Seridó terá início hoje 01/10, a Festa de São Francisco de Assis, patrono daquele setor que compreende o bairro Baixa da Beleza.
A abertura da festa acontece às 19hs com a procissão saindo da residência de José Nilton e Valdete, conduzindo a imagem de São Francisco de Assis, até a residência de Justino e Santa à Rua Fefa Caldas onde haverá será celebrada missa e primeira novena.
A festa de São Francisco se prolongará até sábado, dia 04 (dia de São Francisco), com celebrações amanhã e sexta e missa de encerramento sábado. Durante o tríduo que se inicia hoje, a comunidade também preparou uma pequena programação social com bingos, bazar e no sábado leilão.
Festa de São Francisco 2008 vivendo os ensinamentos de São Paulo, Apóstolo da Palavra. Uma realização da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e da Coordenação do Setor Missionário São Francisco de Assis.
Igreja
A Igreja celebra hoje a Festa de Santa Terezinha do Menino Jesus, padroeira das Missões.

“Não quero ser Santa pela metade, escolho tudo".
Francesinha, que nasceu em Aliçon 1873, e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, mas sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar. Teresinha entrou com 15 anos, no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII e sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.
Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, ofereciam a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, esteve como criança para o pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.
O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo, até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia "História de uma alma" e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.
Proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944 e Doutora da Igreja, Santa Teresinha nos ensina o caminho da santidade pela humildade e sofrimentos. A primeira palavra que esta santa do Amor leu sozinha, bem expressa sua busca, pois leu: "céus"; já as últimas palavras proclamadas com apenas 24 anos, testemunharam o seu segredo para se chegar na glória, disse: "Não me arrependo de haver me dedicado a amar a Deus"
Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!
Jardim do Seridó
Tem prosseguimento a Festa de São Vicente de Paulo.
Foto: Andrey Jonathon
No Setor Missionário São Vicente de Paulo continua a festa do padroeiro São Vicente que encerrar-se-á amanhã, dia 27.
Hoje à noite, 26/09, às 19h, haverá a terceira novena do tríduo com a pregação da Palavra de Deus. Após a Novena haverá quermesse organizada pelo grupo de Jovens: Juventude Vicentina.
A participação dos fiéis na Festa de São Vicente está sendo uma graça para a comunidade. Os missionários do Setor São Vicente agradecem aos demais irmãos dos outros setores da Paróquia que estão prestigiando as festividades em honra do Padroeiro São Vicente.
Um Agradecimento especial ao Armazém Recanto da Construção que está patrocinando os programas da Festa de São Vicente de Paulo. O Setor abraça seus proprietários Ceiça e Manoel de Bebiá e deseja que a caridade Vicentina possa sempre fazer parte de suas maiores virtudes.
Arquidiocese de Natal
Grupo Cantores de Deus faz show na Festa dos Protomártires do Brasil.

Dalva Tenório, Andréia Zanardi e Karla Fioravanti (Grupo Cantores de Deus)
Arquidiocese de Natal está celebrando a festa dos Bem-aventurados André de Soveral, Ambróvel Francisco Ferro, Mateus Moreira e companheiros, os Protomártires do Brasil. A programação vem sendo desenvolvida desde o dia 21, no Monumento em honra aos Mártires, na Comunidade de Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante, com celebrações às 19 horas. No dia 3, dia dos Mártires e feriado no Rio Grande do Norte, a programação iniciará às 6 horas, com adoração ao Santíssimo, na Capela de São João Batista, na Vila de Uruaçu; às 7 h, na Igreja Matriz de São Gonçalo e na Vila de Uruaçu, haverá celebração de missa.
Às 9h, no Monumento dos Mártires, em Uruaçu, será celebrada missa, presidida pelo vigário geral, Pe. Aerton Sales; a partir das 10 h, será realizado o Festival de Música, organizado pela Pastoral da Juventude; às 11h, na Vila de Uruaçu, será celebrada missa e, às 12h, no Monumento, reza do Ofício de Nossa Senhora e Ladainha dos Mártires.
A partir das 15 horas, no Monumento, acontecerá show com o grupo Cantores de Deus, de São Paulo, que inclusive já fez vários shows pelo Rio Grande do Norte, inclusive aqui no Zonal 5 como em Jardim do Seridó e Parelhas. O Grupo também já passou em Caicó e Currais Novos. Formado por jovens, nasceu em 1995, por iniciativa do Pe. Zezinho. Durante este tempo, já gravaram cinco Cds, pelas Paulinas/Comep. Atualmente, o grupo é formado por Dalva Tenório, Karla Fioravante e Andréa Zanardi.
A festa dos Protomártires será encerrada com concelebração eucarística, presidida pelo Arcebispo Dom Matias Patrício de Macêdo, às 17 horas.
Durante todo o dia 3, a Rádio Rural de Natal apresentará programação especial sobre os Mártires. As duas missas, celebradas no Monumento, serão transmitidas pela Rural. A de encerramento também será transmitida por outras emissoras de rádio.
Fonte: www.arquidiocesedenatal.org.br
Zonal5
Comentário do Evangelho Dominical – Mt 21,28-32
FAÇA MAIS, FALE MENOS!
(26º Domingo do Tempo Comum – 14/09/2008)

“Os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no reino dos céus”, disse Jesus às autoridades judaicas que o escutavam no templo. Podemos imaginar o escândalo que estas palavras causaram aos ouvidos dos “justos” de Israel! Ser precedido nos céus por uma prostituta ou um cobrador de impostos (no tempo de Jesus, eram totalmente desonestos)?! Não poderia se ouvir ofensa maior. Ser colocado para trás logo por quem? Por pessoas de má fama!?
Mas por que Jesus reprova tanto estes sacerdotes e anciãos? Onde foi que eles erraram? Exatamente na incoerência entre o “falar” e o “fazer” deles. E Jesus mostra isso claramente com a parábola dos dois filhos. Nela, para ambos os filhos o pai pede cordialmente que trabalhem na vinha. O primeiro se prontifica imediatamente: “Sim, Senhor!”, mas não move uma palha. O segundo está decidido: “não quero!”, mas pensa melhor e aparece lá para trabalhar.
No primeiro filho, as palavras são boas e gentis, mas falta a sua realização. No segundo, as palavras até parecem brutas, mas a ação é boa. As palavras por si só não salvam, é preciso praticá-las. O próprio Jesus já havia alertado: “Não quem me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus (Mt 7,21). Já o exemplo do segundo filho é autêntico: ele cumpre a vontade do pai não com palavras, mas com ações.
Os chefes judaicos até que estavam de acordo que a vontade do Pai só pudesse ser cumprida com ações, mas não estavam de acordo de jeito nenhum com a aplicação que Jesus fizera desta parábola. Assim, percebemos que tipo de distância abismal havia entre o dizer e o fazer na religiosidade farisaica e que é tão viva ainda hoje.
A reprovação de Jesus é dirigida a quem dá mais valor às aparências do que à essência, mais às palavras que à prática, mas ao exterior que o interior. Se formos fazer um exame de consciência bem feito, vamos perceber imediatamente como somos fariseus, como o primeiro filho pronto a dizer sim com os lábios, mas a não fazer quase nada quando o assunto é cumprir a vontade de Deus.
A exortação de Jesus se torna ainda mais provocante, como já dissemos acima, porque contrapõe aos seus interlocutores os publicanos e as prostitutas. Para os chefes dos judeus, o fato de serem mencionados juntamente com pessoas dessa classe era muito ofensivo. Eles desprezavam e excluíam totalmente estas pessoas. Jesus, pelo contrário, vê nelas o segundo filho. Num primeiro momento, deram um não, mas depois se arrependeram e fizeram a vontade do Pai. Jesus não aprova o modo de vida delas, mas reconhece a acolhida que elas deram à mensagem de conversão de João Batista e a julga como o cumprimento da vontade de Deus.
Jesus afirma que só aquele que reconhece o seu pecado pode se arrepender; aquele que se acha justo, um auto-suficiente, seguro de sua justiça, nunca vai reconhecer que erra. De fato, foi isto o que aconteceu pela pregação de João Batista: os fariseus o rejeitaram, enquanto os pecadores se arrependeram e se converteram. Aqueles, de fato, não se agradaram em ouvi-lo, estavam fechados ao Evangelho e só quem se deixa tocar pelo Evangelho, se afasta de si mesmo (já que, no fundo, a religiosidade farisaica é o agradar a si mesmo, pelo próprio comportamento, pelas próprias ações) e se abandona à vontade de Deus.
Até que os fariseus faziam boas e muitas ações, pois observavam a lei de Moisés, mas esqueciam a parte fundamental: reconhecer os sinais da presença de Deus, primeiramente em João Batista, depois em Jesus. Descobrimos assim que a manifestação concreta da vontade de Deus não coincide nunca com aquilo que nós desejamos e que já preestabelecemos como o nosso bem, mas tem sempre a ver com a fé, uma fé que envolve todo o nosso ser e se concretiza numa pequena, simples, mas dificílima ação. O importante não é, portanto, fazer alguma coisa, mas fazer aquilo que Deus quer que nós façamos pela obediência da fé.
Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/
Jardim do Seridó
Nesta noite de quarta-feira Dom Delson inaugura Capela e comemora Ordenação Episcopal.
Foto: Andrey Jonathon

Inauguração da Capela de São Vicente de Paulo em Jardim do Seridó - RN
Foi em clima de festa e alegria que a Capela de São Vicente de Paulo foi inaugurada na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Jardim do Seridó, nesta noite do dia 24, pelo Senhor Bispo Diocesano Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz.
Após o hasteamento da Bandeira da festa pelo próprio Bispo, deu-se início a Santa Missa. Logo no início aconteceu o rito de bênção da Capela, onde Dom Delson, proferiu as orações e em seguida aspergiu os presentes com água benta, bem como as paredes e os móveis da nova capela. O Altar estava sem toalha e sem velas. Assim permaneceu até o ofertório.
No momento da homilia Dom Delson agradeceu o esforço e a dedicação dos missionários do Setor São Vicente e pediu ao Pároco Pe. Joaquim que nomeasse algumas pessoas eu foram importantes na obra. Assim, Pe. Joaquim lembrou o casal que doou o terreno onde está a capela, os coordenadores do Setor São Vicente e os demais missionários dos bairros que ficam nos arredores da capela.
No momento do ofertório foi dada a bênção do altar. Após as orações da bênção, Dom Delson incensou a mesa da Eucaristia e duas senhoras, Ministras Extraordinárias da Comunhão Eucarística, colocaram uma belíssima toalha no altar de madeira e dois castiçais com velhas. A celebração prosseguiu normalmente.
Ao final da missa o Casal coordenador do Setor São Vicente, Zequinha e Aldenira, agradeceu a presença do Senhor Bispo e ao Pe. Joaquim (pároco) pela luta incessante na construção da referida capela.
O casal ainda entregou a Dom Delson a Capela de São Vicente, dizendo que aquele templo não foi construído para se tornar particular e sim como parte do projeto de evangelização da Paróquia surgido em 2001, por ocasião das Santas Missões Populares e que, portanto, pertencia a Diocese de Caicó.
Após a bênção final os presentes cantaram parabéns pro nosso querido pastor diocesano que comemorou também nesta data 02 anos de Ordenação Episcopal. A festa de São Vicente continua até o próximo dia 27, dia da Festa do Padroeiro.
Jardim do Seridó
Inauguração de Capela pelo Senhor Bispo Diocesano.
Após a Paróquia de Nossa senhora da Conceição ter vivido a Festa do Sagrado Coração de Jesus de 04 a 14 de setembro e o tríduo festivo em honra de Nossa Senhora da Salete, patrona de um dos Setores Missionários da paróquia, agora chegou a vez da Festa do Setor Missionário São Vicente Paulo.
O Tríduo terá início hoje dia 24 de setembro com a missa de abertura, presidida pelo Senhor Bispo Diocesano Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz onde, na ocasião, o nosso Bispo abençoará solenemente a nova Capela de São Vicente de Paulo que foi construída pelos próprios moradores daquele Setor Missionário.
A inauguração da Capela de São Vicente de Paulo acontecerá logo mais às 19h e dará início ao tríduo em honra de São Vicente, cuja festa celebraremos no próximo dia 27 próximo.
A Paróquia convida todos os missionários e missionários para juntos participarmos desta festa que será uma ação de graças pelos 02 anos de Ordenação Episcopal do nosso Bispo Dom Delson.
Diocese de Caicó
Aniversário Episcopal de Dom Delson.
Foto: Andrey Jonathon

Eis a primeira boa notícia do dia de hoje: O nosso Bispo diocesano Dom Manoel Delson está de parabéns... Isso mesmo, ele está comemorando 2 anos de Ordenação Episcopal.
Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz foi Sagrado Bispo no dia 24 de setembro de 2006 na cidade de Feira de Santana no Estado da Bahia. O Sagrante Principal foi o Eminentíssimo Dom Geraldo Majella Cardeal Agnelo, Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, os consagrantes foram os excelentíssimos Dom Matias Patrício de Macedo – Arcebispo Metropolitano de Natal – RN, e Dom Itamar Vian – Arcebispo Metropolitano de Feira de Santana – BA. A Igreja Particular de Caicó exulta em ação de graças pela dádiva de Deus na pessoa de Dom Delson, que durante esses dois anos, se entrega inteiramente ao Ministério Apostólico à frente desta Diocese.
“Ide aos meus irmãos”
|
|
|||
|
|||