Zonal5

Comentário do Evangelho Dominical – Mt 25,14-30

 

Fiéis e responsáveis

 

(XXXIII Domingo do Tempo Comum - 16/11/2008)

 

 

 

O termo “talento” entrou na nossa linguagem comum como indicativo de habilidades e capacidades de cada um e, portanto, o dever de desenvolvê-lo, fazendo-o crescer, exatamente como se faz no campo econômico onde é preciso investir sabiamente para se ter um bom proveito.


Mas, no Evangelho deste domingo, a parábola que Jesus conta a seus discípulos designa com o termo “talento” um significado anterior ao usado hoje em dia: o patrão “deu a cada qual de acordo com a sua capacidade”. Então, o talento em ouro ou prata era a unidade de moeda grega e depois romana para grandes quantidades de dinheiro (equivalia a 6.000 dracmas), e que por isso, significava na parábola as responsabilidades e os deveres que nos são confiados e em torno dos quais gira a nossa vida. Por exemplo, quais as responsabilidades de um pai de família, uma mãe de família, um padre, um agente de pastoral, um missionário. Há responsabilidades grandes e pequenas, nem todos receberam o mesmo, pois a medida de Deus é diferente da nossa.


Deus nos confia vários talentos, ele nos entrega a vida não como um peso nem como um castigo, mas como um dom, uma graça, uma bênção e uma grande oportunidade para nós e para os outros. Dentro desses talentos, está o da nossa responsabilidade de cristãos. Sermos testemunhas do Evangelho, de vivermos esse Evangelho com garra dentro da realidade da nossa vida diária.


Mas, muitas pessoas hoje convivem com o problema de uma sociedade que exige tanto que elas se sentem inadequadas e incapacitadas. Deus nos conhece profundamente e não nos dá tarefas que não possamos realizá-las. Por isso, devemos ter uma estima sadia de nós mesmos antes de tudo porque existimos e somos fruto de um amor que quer que olhemos a vida como o nosso maior empreendimento.


O Evangelho deste domingo é muito claro; logo de cara, vemos que Jesus quer chamar a nossa atenção para o terceiro servo. Mas vamos falar também um pouco dos dois primeiros. No geral, a parábola nos mostra que somos dependentes de Deus e que somos obrigados a prestar-lhe contas; tudo o que temos é um bem que nos foi confiado, que não podemos usá-lo do jeito que bem entendermos, mas devemos empregá-lo da maneira como Deus quer que o usemos. Através do comportamento e do destino dos dois servos bons e fiéis, Jesus nos faz ver como devemos lidar com a nossa situação atual; através do comportamento e do destino do servo mau, Jesus nos esclarece como uma pessoa com estas características vai acabar. Isso deve nos convencer a se afastar de um comportamento semelhante.


A este servo mau se opõe também claramente a sabedoria do livro dos Provérbios (I leitura), mostrando a figura admirável da mulher forte. Ela é habilidosa e generosa. Trabalha e se empenha em tudo o que faz sem se deixar levar pela beleza externa (passageira). À luz do Evangelho podemos dizer que a ela Deus confiou o talento da vida familiar. Um talento que tantos consideram pequeno, dona do lar, mas que na verdade todos sabem que é um talento enorme.


Tudo o que Deus nos confia nesta vida não pode ser enterrado nem desperdiçado. Os nossos talentos devem ser investidos em favor de todos, não só de nós mesmos. E temos que enfrentar os riscos, pois seja lá o que for, casar, ter filhos, ser padre, ter fé, pregar, testemunhar, é arriscado. Mas se não arriscarmos, não avançaremos nem cresceremos nunca na vida, ficaríamos como o terceiro servo.


O coração da parábola e a chave que poderia desbloquear a situação do terceiro servo é justamente a relação entre ele e o patrão, entre cada um de nós e Deus. Enquanto os dois primeiros servos se sentiram estimulados para agir e não tiveram medo do patrão porque o conheciam e confiavam nele, o terceiro permaneceu condicionado somente pelo medo e ficou paralisado. Ele tem uma relação falsa com o seu patrão, uma imagem errada de um Deus como um juiz duro e implacável. Teve medo de perder o talento, de ser julgado e condenado por isso. E assim não quis sujar suas mãos, teve medo de errar, de se arriscar, ficou preguiçoso, acomodado, se fechou.


Mas o amor tem a capacidade de mover a vida, e o amor de Deus pode nos levantar para assumirmos a responsabilidade de uma vida sem fugas e sem temores, com coragem, paixão e iniciativa. A consciência de que Deus no final nos pedirá contas dos frutos da nossa vida não nos deve fazer medo, mas pode ser uma justa provocação para não nos acomodarmos e podermos participar da alegria de Deus.

 

 

Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/

 

 

Parelhas

Coordenação diocesana de Catequese realiza, neste domingo, encontro no Zonal 5.

 

Com o tema: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1º Cor. 9,16), a Coordenação de Catequese da Diocese de Caicó realizará neste domingo, 16, um encontro na cidade de Parelhas com os catequistas de todas as paróquias do Zonal 5 (Ouro Branco, Jardim do Seridó, Santana do Seridó, Parelhas e Equador). Eis o convite da coordenação que já fora enviado a todas as comunidades:

 

Caros Catequistas do Zonal 5, paz e alegria da parte de Deus, nosso Pai!

 

É com muita alegria que convidamos todos os catequistas deste Zonal para nosso encontro anual, onde refletiremos sobre nosso compromisso na Igreja de Cristo, através da conscientização de São Paulo (1º Cor. 9,16). Estaremos esperando por todos no dia 16 de novembro do corrente ano, das 8hs às 15hs, no Colégio Felipe Bitencourt na querida cidade de Parelhas.

 

        

“Quando exigem de nós, é sinal de que acreditam em nós”

(Madre Maria Helena Cavalcanti)

 

Ir. Maria de Jesus – CNSB

Coordenadora Diocesana de Catequese

Zonal5

Solenidade da Basílica Lateranense – Jo 2,13-22

 

Somos o Santuário de Deus

 

(XXXII Domingo do Tempo Comum - 09/11/2008)

 

 

 

Neste domingo, com uma solenidade particular, recordamos e celebramos a Dedicação da Basílica de São João do Latrão, a Catedral de Roma, a mãe e cabeça de todas as igrejas (Roma) e do mundo. Construída pelo imperador Constantino em 325, foi sede oficial do bispo de Roma até o século XIV. Comemorar a dedicação desta casa de Deus tão importante para todos os cristão faz refletir sobre o papel do templo judaico e como Jesus o elevou.


O templo na história do povo de Israel tinha uma importância vital. Situado na cidade santa de Jerusalém, era considerado o lugar mais sagrado da presença de Deus. Depois, infelizmente, destruído, até hoje restam os muros do Templo onde os judeus costumam se lamentar. O templo era um lugar tão sagrado que até hoje qualquer igreja católica antes de ser admitida a lugar de culto, é consagrada com uma liturgia especial para ser usada pelos fiéis para as celebrações da sagrada liturgia e para a oração.


No Evangelho de hoje, Jesus nos fala de um novo templo, isto é, um novo lugar de encontro com Deus. No templo de Jerusalém, Jesus se desentende com os vendedores de animais e cambistas que pensam somente nos seus próprios interesses. O comércio que era permitido pelas autoridades religiosas e pelo sumo sacerdote Caifás para fazer concorrência ao mercado operado pelo Sinédrio próximo ao Cedron, provocou uma dura reação em Jesus, que constata amargamente o caráter profano assumido pela festa da “Páscoa dos judeus”. Mercado se opõe a casa. No mercado se fazem negócios, não é um bom lugar onde se possa encontrar Deus.


E com seu gesto de reprovação: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”, Jesus quer fazer entender a todos que o templo deve retornar a ser a casa do “meu Pai”. O gesto violento de Jesus deve ser lido à luz dos textos proféticos: “E de repente chegará ao seu templo o Senhor que vós estáveis procurando, o mensageiro da Aliança” (Ml 3,1); “naquele dia não haverá mais comerciantes dentro da Casa do Senhor dos exércitos” (Zc 14,21). Também se refere a esta atitude de Jesus os textos proféticos nos quais Deus diz não se agradar de um culto externo feito de sacrifícios de animais e baseado sobre o interesse pessoal (Am 5,21-24).


É interessante notar como aqui Jesus no início de Jo chama pela primeira vez Deus “meu Pai” e fala do templo como a casa do seu Pai. Ele, como Filho, purifica da profanação do comércio a casa de seu Pai antes de tomar posse dele, pois “o zelo por tua casa me consumirá”. Jesus cita o salmo 69,10, colocando o verbo no futuro. Jesus se sentirá tão consumido por este zelo que o faz cumprir agora sua missão com extrema radicalidade.


Ao pedido de um sinal, Jesus responde prometendo o maior de todos os sinais, a sua ressurreição: “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”. E o evangelista esclarece: “mas Jesus estava falando do templo do seu corpo”. Cristo ressuscitado é o novo templo, o único lugar da presença de Deus entre os homens, o templo do qual jorra uma fonte de água que vivifica (I leitura). Naquele momento, os discípulos não compreenderam o significado profundo deste episódio, mas depois da ressurreição de Jesus, foram iluminados pelo Espírito sobre tudo aquilo que Jesus lhes tinha dito e “acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus”.


Como pudemos notar, João não nos abandona junto às ruínas do velho templo, mas nos indica o novo santuário de Deus. O Templo sempre atual e duradouro é o corpo de Cristo ressuscitado dos mortos. Deus aparece num corpo real, humano, carregado de glória divina. O Deus conosco é para sempre Jesus ressuscitado.


O valor e a sacralidade do templo dependem, portanto da verdade e pelo espírito que o anima. É o lugar da comunhão com Deus e entre nós, irmãos e parte de um único Corpo. Hoje deveríamos reforçar o propósito de respeitar o lugar sagrado, onde celebramos os divinos mistérios, rever os nossos comportamentos e, sobretudo nos interrogarmos se somos conscientes que formamos o Corpo de Cristo, o Santuário de Deus e que o Espírito de Deus mora em nós.


Que o recolhimento e a intimidade que se encontram na nossa igreja contribuam para que semanalmente ela seja o lugar de encontro e de comunhão da inteira comunidade eclesial que escuta a Palavra de Deus, comungando juntos o Banquete Eucarístico para viver a comunhão com o mesmo Senhor e entre todos os membros do Corpo que o compõem.

 

 

Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/

 

 

Zonal5

Comentário do Evangelho DominicalJo 6,37-40

 

Morte: porta para a Vida

 

 (Fiéis Defuntos - 02/11/2008)

 

Cada vez que vamos a um enterro, nos damos conta claramente que nos encontramos na escola da vida, e que os ensinamentos que a morte de uma pessoa nos dá são tão fortes que nunca conseguimos esquecer. Os seus ensinamentos são tão tocantes que exercem grande influência na nossa vida e no profundo da nossa alma. Isto porque a morte nos obriga a morrer a cada dia: os problemas pessoais de saúde mostram isso. Se pensarmos, na verdade, cada aniversário nosso significa que estamos mais próximos da morte. Mas, se tivermos a persistência de colher tudo de bom que ela tem a nos oferecer, com certeza veremos que tudo aquilo que num primeiro momento parece perdido é recuperado, ao ponto até mesmo de ver que mais nada será perdido. Quando nós cristãos, nos damos conta que a morte nos educa ao verdadeiro sentido da vida, não à vida que nós queremos, mas à vida que Deus quis que vivêssemos, que ela tem um valor bem maior, então não temos mais porque nos desesperarmos perante a morte, mas sim nos enchermos de esperança.

 

Existe tanta injustiça nesse mundo terreno, e a morte ensina que todos somos iguais: dela ninguém pode escapar, nem com poder, nem com dinheiro, nem com amizades. Não há nada que se possa fazer. Nada pode fugir ao seu toque. Aqueles que não têm fé, também têm que enfrentar este medo e mistério que é a morte. Mas há uma diferença: enquanto os ateus buscam em vão o seu sentido, nós o encontramos na Palavra de Cristo nosso Senhor. Assim, o dia da morte não será um dia de tristeza nem de desespero, mas de esperança, porque a morte não é o fim, mas um confim, uma fronteira; a morte não separa, ela nos reúne com Deus e com todos aqueles que já fizeram esta passagem; Jesus, com a sua morte, pagou um preço caríssimo para nos libertar do pecado e da morte e trazer da morte para cada um de nós, a vida, a ressurreição.

 

Diz-nos o salmista neste domingo: “O Senhor é minha luz e salvação. De quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida. Perante quem eu tremerei?” É esta a verdade que brota no nosso coração, e que nos faz pôr toda a nossa esperança no Senhor: “ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo, habitar no santuário do Senhor, por toda a minha vida, saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo”. Às vezes, podemos até cair na besteira de pensar que sozinhos nos bastamos, ou que só os outros morrem ou que a nossa morte vai demorar séculos para chegar; pensar que não precisamos de horizontes que encham de sentido o nosso morrer ou nos iludirmos de que o ter a vida seja parecer, ter, poder. Mas a luz que a revelação de Deus estende sobre a nossa existência, a luz que sai do túmulo de Cristo Ressuscitado, a orientação luminosa que Deus pôs no nosso coração, mesmo que os olhos se encham de lágrimas pela sensação de perca que a morte inclui, nos faz dizer como Jó, o homem que bebeu até o fim o cálice amargo da dor, da solidão, da falência: “depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne (e, portanto o nosso “eu”), verei a Deus.

Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outro”. Esta luz se faz plena nas palavras de Jesus, aquele que veio revelar os segredos do Pai, comunicar a vida de Deus e executar a vontade do Pai: “Esta é a vontade do meu Pai: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, nada, nem mesmo o nosso ser de carne, mas o ressuscite no último dia”. Deus nos chamou à vida não pela morte, mas passando através do Filho que é a porta, nós recebemos o prêmio da liberdade para acolhê-lo, a sua Palavra, o seu chamado, os seus dons que ele pôs na vida de cada um e que significam felicidade eterna. “Deus”, diz São Paulo, “dá uma prova de amor por nós porque quando ainda éramos pecadores, Cristo deu a sua vida para que tivéssemos a vida”. Hoje é dia de lembrarmos os nossos mortos, lembrarmos a vida que Deus dá a todos quantos ele chamou a si. Hoje podemos sentir a paz, a plenitude dos bens de Deus. Hoje cada um dos nossos caros é acolhido além dos seus limites, na sua verdadeira dimensão de amado por Deus e na sua fidelidade ao amor. “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá”.

 

Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/

Zonal5

Solenidade de Todos os Santos

 

O caminho para a felicidade plena

 

 

 

“Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do cordeiro”. Com esta imagem, o livro do Apocalipse indica todos aqueles que participaram do sacrifício expiatório de Cristo, cordeiro sem mancha. Estes, agora, formam a multidão imensa, simbolizados pelo número 144.000 (12 tribos de Israel x 12 apóstolos x 1.000 = idéia de abundância). São todos aqueles que conseguiram a visão eterna de Deus depois de ter atravessado o tempo da prova, lutando constantemente contra as ciladas do mal, animados pela coragem e segurança que vem do Senhor. Estamos falando dos santos.Os santos são aquelas pessoas canonizadas pela Igreja, depois de uma minuciosa investigação da vida destas. Mas, os canonizados constituem uma pequena parte. Há muitíssimos outros que celebramos hoje, uma multidão que ninguém podia contar, diz o livro do Ap. São aqueles que com humildade se submeteram à vontade de Deus durante a sua vida, e estão na presença do Senhor para sempre. Dentre estes, podem constar nossos amigos e familiares já falecidos. São os santos anônimos, e são exatamente como os canonizados.Também nós não devemos nem duvidar que possamos participar desta comunhão. Cristo não exclui ninguém da salvação. Porém, Cristo não impõe, ele só propõe. Cada um é livre em aceitar ou rejeitar esta salvação.O Evangelho de hoje nos apresenta um itinerário de santidade humana que abraça todas as etapas da nossa vida, abarcando cada situação e considerando os desafios que a cada dia estamos sujeitos: Deus não quer que fiquemos passivos, há um caminho a seguir. As bem-aventuranças indicam que caminho é este, mostrando o caráter do cristão enquanto herdeiro do Reino de Deus, da felicidade plena, da alegria perfeita.Ser pobre em espírito é ser humilde. É quando reconhecemos nossa necessidade, nossa insuficiência e nossa dependência, nossos limites, e, nos dirigimos a Deus na oração com confiança. Para tal, é necessário arrancar de nós toda soberba, orgulho, presunção, egoísmo, auto-suficiência, superioridade, intolerância. Esta bem-aventurança não diz respeito só aos que são pobres materialmente: um milionário pode reconhecer e confessar que a riqueza material não é tudo para ele e que ele depende de Deus; enquanto, um pobre materialmente pode ser cheio de inveja e esperar tudo da riqueza terrena.A segunda bem-aventurança parece contraditória, pois o pranto é o contrário de alegria. Os motivos podem ser vários: a morte, a doença, as desgraças, o pecado e a fraqueza, as mudanças drásticas da vida. O aflito é aquele que sofre por sua situação ou pela dor alheia, movido pela compaixão. O pecado contrário é quando somos indiferentes e almejamos uma “vida boa”, cheia de prazeres, confortos, tranqüilidades; é o pecado da indiferença com o próximo, da dureza de coração.Jesus era manso. Ele chama felizes os mansos, que deixemos toda grosseria, desrespeito, desamor, agressões. A santidade deve mostrar-se no modo como tratamos as pessoas. É preciso trabalhar o autocontrole, aceitar o próximo, não querer dominá-lo, controlá-lo, humilhá-lo nem impor-lhe nossas idéias.Fome e sede são uma necessidade natural, fundamental para vivermos. Felizes são os que tem fome e sede de justiça: ser justo significa ser reto, honesto, correto com relação ao próximo, a Deus e às coisas materiais.Ser feliz significa ser misericordioso. Significa não ficar indiferente perante o sofrimento alheio nem mostrar um coração duro perante as ofensas que nos foram causadas. Sentir a miséria do outro e perdoá-lo. Só perdoando, seremos perdoados.O que busca a santidade busca a pureza. Humanamente falando, nos damos conta que é impossível ser totalmente puro, mas o sangue de Jesus nos lava de todo o pecado.O caminho da santidade é uma busca constante de paz. Deus é um Deus da paz. Ele quer que nós também sejamos pessoas de paz. Temos que aprender a lidar com o pecado da maledicência, da intriga, da vingança, da provocação. Somos felizes quando não só fizermos as pazes com os outros, mas também quando formos instrumentos de paz entre duas pessoas ou grupos etc.Ser bem-aventurado implica ser perseguido ou até morrer por causa de Jesus Cristo. Talvez seja esta uma questão das mais difíceis da santidade: conviver com isto enquanto se segue a Jesus. Talvez alguém possa se enganar pensando que quanto mais próximos a Deus estivermos, mais amados seremos por todos. Errado! Pois, seremos cada vez mais invejados, contrariados, insultados e perseguidos. O diabo fica desconcertado com os que, sinceramente, buscam seguir Cristo. O próprio Jesus Cristo foi odiado e crucificado.Enfim, o caminho indicado por Jesus para nossa felicidade parece ser uma restrição, uma limitação da liberdade humana. Mas, Jesus não veio prender, veio libertar. Na verdade, as bem-aventuranças são um caminho para a liberdade, para a salvação, para a felicidade.

 

 

Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/

 

Carnaúba dos Dantas

Pe. Antônio Maira canta e encanta na Festa de Nossa Senhora das Vitórias.

 

       Fotos: Ademilson Azevedo

Show do Pe. Antôno Maria em Carnaúba dos Dantas

 

O nosso blog do Zonal 5 não poderia deixar de registrar  o grande show do Padre Antônio Maria que aconteceu ontem na cidade de Carnaúba dos Dantas, em comemoração aos 80 anos da Romaria ao Monte do Galo.

 

O Padre Antônio Maria, cantor religioso a mais de 30 anos, veio à cidade de Carnaúba dos Dantas apresentar um grande show de fé. Esse show foi em comemoração aos 80 anos do início das Romarias ao Monte do Galo, local visitado por milhares de pessoas durante todo o ano.

 

O Pe. João Paulo, Administrador Paroquial de Carnaúba dos Dantas foi o responsável pela vinda do Padre Antônio Maria a nossa região.

 

Antes, do show, o senhor Bispo Diocesano e diversos sacerdotes, celebraram a última novena da Festa de Nossa Senhora das Vitórias, padroeira apenas do Monte do Galo e não da Paróquia de Carnaúba, como alguns pensam. O padroeiro da cidade é São José, cujas festas religiosas existentes na cidade são celebradas no templo a ele dedicado.

 

Após a novena os sacerdotes, o bispo e o povo de Deus seguiram para a Praça Caetano Dantas, onde aconteceu o grande show do Padre Antônio Maria. “Já me disseram que aqui é um pedacinho do céu, e eu estou comprovando isso”, afirmou carinhosamente o padre.

 

Diversas canções bastante conhecidas em nosso meio foram apresentadas como, Nossa Senhora (Roberto Carlos), Pegadas na Areia, Mãe Aparecida (Daniel), Sonda-me, dentre outras.

 

Milhares de pessoas vindas de várias cidades do Rio Grande do Norte e da Paraíba prestigiaram o show do padre que certamente ficará marcado na história não só da cidade de Carnaúba, mais de todos que ali se encontravam. Parabéns ao Pe. João Paulo e a todos os que direto ou indiretamente se envolveram na organização deste grande evento.

Zonal5

Comentário do Evangelho Dominical – Mt 22,34-40

 

Se você não se amar, não vai amar o próximo.

 

(XXX Domingo do Tempo Comum - 26/10/2008)

 

 

 

Somavam um total de 613 as prescrições, mandamentos e proibições que os escribas observavam do Antigo Testamento. Por isso, no Evangelho de hoje não é de estranhar que alguns fariseus já confusos com tantas leis e sabendo que Jesus tinha feito calar muito bem os saduceus que o tentaram pegar na palavra no debate sobre a ressurreição dos mortos, dirijam-se ao “Mestre” para que lhes diga qual seja o mandamento mais importante dentre tantos.


Jesus responde: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”; e o segundo que Jesus relaciona intimamente a este primeiro é: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.


Qual seja a importância deste(s) mandamento(s) para a nossa vida de cristãos já somos acostumados a ouvir desde a nossa infância no catecismo. Por isso, hoje vou me deter num detalhe que muitas vezes nós nem percebemos e que sem uma boa compreensão deste detalhe, inclusive a sua prática, ficamos meio que impedidos de praticar o mandamento que o próprio Jesus nos pediu.


Começo perguntando: você já parou para pensar se você ama a si mesmo? E de verdade? Hoje mais do que nunca, vemos tantas pessoas magoadas, feridas, insatisfeitas, mal amadas, tristes, amargas, doentes emocionalmente, mentalmente e espiritualmente. Já que, de fato, na nossa sociedade, um grande número de pessoas não se amam, não gostam delas mesmas, não se sentem satisfeitas com elas mesmas; e o pior, muitas se odeiam. Odeiam seu jeito de ser, odeiam seu corpo, etc. Umas têm isso bem claro em suas mentes, enquanto outras não. E quase todas nem sonham que isto é com certeza a raiz de muitos dos problemas de suas vidas: é falta de amor-próprio, diferente de egoísmo (quer tudo para si e exclui) e de egocentrismo (se acha o centro).


Deus criou o mundo e as pessoas para que nós tenhamos ótimas relações com elas; mas quando nós nos rejeitamos ou nos odiamos, isso provoca em nós muitos problemas de relacionamentos. Se somos pessoas feridas, nossa tendência é ferir o outro. 
Se pegarmos o mandamento de Jesus do Evangelho deste domingo vamos ver que aí há três tipos relações: minha relação com Deus, com o próximo e comigo mesmo. Como é a nossa relação com o nosso próximo? Com os nossos pais? Com os nossos amigos? Vizinhos? Colegas? E com Deus? Enfim, e a relação que nós temos com nós mesmos? 
Você gosta de estar com você mesmo? Você se sente bem em sua companhia? Ou você acha que tudo que possa lhe preencher vem de algum outro ser humano? Às vezes, gastamos muito tempo sozinhos pensando como é bom estar na companhia de outras pessoas e como é ruim ficarmos sozinhos, quando poderíamos muito bem gastarmos este tempo para aprendermos a nos sentirmos bem com nós mesmos. Quer queiramos ou não, a única pessoa com quem estaremos 24 horas neste mundo é com nós mesmos. 


Nós todos sabemos como é chato conviver, por exemplo, todo dia no trabalho com alguém que nutramos algum tipo de antipatia, não vemos a hora daquele trabalho encerrar para descansarmos um pouco daquela convivência. Pois é, mas de nós não podemos fugir, nem mesmo por um único segundo, então é de suma importância que nós tenhamos paz conosco mesmos, é preciso que nos amemos.


Mas porque é que tantos não se amam? Porque caem no que podemos chamar auto-rejeição quando sentem que as pessoas não as aceitam como realmente são. Se sentirmos que ninguém nos ama nem nos aceita, porque deveríamos nos amar? Isso é uma mentira que quanto mais acreditarmos, mais as coisas vão piorar pro nosso lado.


Assim, o Evangelho mostra uma lógica, uma seqüência de como devemos nos comportar com relação a tudo isso. Deus é amor. Deus nos ama em primeiro lugar. Ele teve a iniciativa. Ele nos aceita, mesmo que os outros não nos aceitem. E isso basta para encher o nosso ser. Ninguém pode dar aquilo que não tem. Assim, nós só podemos dar amor ao nosso próximo se aceitarmos esse amor de Deus na nossa vida e conseqüentemente nos amarmos. Nós temos que nos amar, não de modo egoísta nem egocentrista, mas de maneira equilibrada. 


Nós devemos ter um tipo de amor por nós mesmos no qual sabemos que Deus nos ama e que dessa maneira podemos amar o que ele escolheu amar. Podemos até não estarmos de acordo com todas as coisas erradas que nós fazemos, mas devemos aceitar a nós mesmos com os nossos defeitos porque Deus nos aceita assim. Nós devemos amadurecer o nosso amor a ponto de dizer: eu sei que eu preciso mudar e eu quero mudar. De fato, eu acredito que Deus está mudando meu ser, mas durante este processo, eu não me rejeitarei porque Deus me aceita exatamente como sou.


Que todos nós saibamos acolher o amor imenso que Deus tem por cada um de nós, para que assim possamos amá-lo, amar a nós mesmos e assim, cheios de amor, amar de coração sincero o nosso próximo.

 

 

Fonte: http://pecarlos.blogspot.com/

 

Santana do Seridó

Quem é o primeiro Pároco da Paróquia recém criada de Santana do Seridó?

 

       Foto: Pe. Emanuel

 

Neste momento o Pe. Emanuel estava recebendo simbolicamente a posse nos lugares principais da igreja.

1º na cátedra, 2º no Sasntíssimo Sacramento, 3º na Pia Batismal e 4º no Confessionário.

 

“Um padre simples, competente, dedicado, estudioso e capaz”. Essas foram palavras do Bispo Dom Delson ao se referir ao Pe. Emanuel Medeiros de Araújo que recebeu a posse como primeiro Pároco de Santana do Seridó.

 

Pe. Emanuel Medeiros de Araújo é natural de Jardim do Seridó – RN e foi Ordenado Sacerdote no dia 04 de agosto de 2001 na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Jardim do Seridó. Foi Vigário Paroquial desta mesma paróquia até o ano de 2007, quando foi nomeado Vigário Paroquial de Parelhas.

 

A partir daí o Pe. Emanuel dedicou uma atenção mais especial à comunidade de Santana do Seridó que durante este tempo foi preparada e organizada para ser elevada a condição de Paróquia, ou seja, Igreja independente.

 

Por sua dedicação ao estudo, especialmente dos ritos e liturgias da Igreja, foi nomeado cerimoniário oficial da Diocese de Caicó, trabalho que o mesmo desenvolve com muito empenho e dedicação. Destacou-se pelo trabalho nas ordenações sacerdotais, onde, nas quais o mesmo atuou e na Ordenação Episcopal e posse de Dom Lucena, onde fez parte da organização e junto a outros dois cerimoníários, dirigiu os atos litúrgicos próprios.

 

Agora o Pe. Emanuel recebe o título de Pároco daquela comunidade. Assim para que entendamos o que é ser pároco, leia a seguir algumas de suas funções segundo as orientações da Igreja:

Na estrutura atual da Igreja, a função de Pároco é essencial para a vida da Igreja Particular, que deve ser, necessariamente, dividida em Paróquias. E, na paróquia, “o Pároco deveria ser um ícone da presença do Cristo histórico. É a exigência da configuração a Cristo que ressalta esse compromisso prioritário” (Presb. Pastor e guia, 19).

Diante da riqueza teológica e jurídica do pároco, nada justifica que algumas paróquias sejam regidas por Administradores Paroquiais, cujo oficio é, por si mesmo, provisório. Alguém que dirige uma paróquia vaga, até que seja nomeado seu novo pastor. Cargo semelhante ao do Administrador diocesano. Função interina.

Da função paterna do pároco deriva sua necessária estabilidade, na paróquia. Desta depende o exercício eficaz do seu tríplice múnus e de sua dinâmica administração, tanto no campo espiritual quando no temporal. Daí, a sábia advertência do legislador, determinando que o Pároco seja nomeado, como norma geral, por tempo indeterminado.

Sempre que o bem da Igreja e a salvação das almas o exijam, o Pároco deve estar sempre disponível para prestar seu frutuoso trabalho em outras paróquias ou outros ofícios. A transferência visa à boa organização da Diocese, a distribuição eqüitativa das funções e o bem do seu clero. E tudo isso tem, como objetivo, a evangelização: tornar Jesus Cristo conhecido e amado, para que o mundo seja salvo.

E é no âmbito das paróquias, que acontece, normalmente, o contato mais imediato da Igreja com todo o povo. Daí nasce à importância do Pároco. Nele torna-se presente Jesus Cristo, como cabeça de seu Corpo Místico, o Bom Pastor, que cuida de cada ovelha (Id. 29).

No exercício de sua missão pastoral, o pároco deve cuidar-se para não cair no perigo do “funcionalismo”. Como pastor próprio, ele não é um funcionário que desempenha um papel e oferece serviços a quem os pede. Como homem de Deus, ele exerce, de modo integral, o seu ministério (Ib. 22).

De tudo isso se pode concluir que o padre diocesano se realiza, plenamente, na sua função de Pároco. Antes de assumir qualquer outro compromisso, na Igreja Particular, deveria passar primeiro, por esta gratificante experiência sacerdotal.

Santana do Seridó

A mais nova Paróquia da Diocese é criada em clima de muita alegria.

 

       Foto: Pe. Emanuel

 

Momentos da Missa da instalação da Paróquia de Santana em Santana do Seridó

 

Este dia 19 de outubro de 2008 ficará pra sempre marcado na história da comunidade católica de Santana do Seridó, pois é o dia histórico da elevação da Área Pastoral a categoria de paróquia.

 

Com a Matriz de Santana completamente lotada dos fiéis santanenses que ali se encontravam para juntos elevarem os louvores a Deus homenageando a padroeira Senhora Santana, o Bispo diocesano de Caicó, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, criou e instalou solenemente a Paróquia de Santana na cidade de Santana do Seridó.

 

O Decreto que foi lido por Pe. Alcivan Tadeus, Vigário Geral da Diocese e Pároco de Parelhas, delimitou os espaços urbanos e rurais da nova paróquia e instituiu os direitos e deveres que são comuns a toda paróquia recém criada. “Santana do Seridó agora passa a ficar totalmente independente da Paróquia de Parelhas, a qual queremos agradecer pelo grande apoio nessa missão”, falou Dom Delson.

 

Com a criação da Paróquia também aconteceu à posse do primeiro Pároco. O Pe. Emanuel Medeiros de Araújo, então Vigário Paroquial de Parelhas, recebeu a nomeação como Primeiro Pároco da Paróquia de Santana. O mesmo já vinha desenvolvendo seus trabalhos pastorais naquela comunidade desde sua possa em Parelhas.

 

Participaram da celebração vários padres da Diocese de Caicó e da vizinha Diocese de Patos na Paraíba. A Paróquia de Santana em Santana do Seridó é a 3ª Paróquia dedicada à Senhora Santana da Diocese de Caicó que assim está organizada agora num total de 24 paróquias.

 

Que a Senhora Santana possa abençoar sempre mais esse povo de fé e comprometido com a evangelização no projeto de Jesus. Que o esforço e a dedicação do Pe Emanuel junto ao empenho do seu povo possa ser recompensado com belos e longos anos de um feliz e frutuoso pastoreio.

 

Parabéns aos paroquianos da nova Paróquia de Santana do Seridó.

Jardim do Seridó

Pastoral da Criança realiza estudo de líderes em Jardim do Seridó.

       Foto: Danúbio Silva

Diversos momentos o encontro

Neste domingo dia 19/10 a Coordenação Diocesana da Pastoral da Criança se reuniu com os líderes de várias cidades aqui na cidade de Jardim do Seridó. 

O Encontro teve início com a Santa Missa ás 8h no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, celebrada pelo Vigário paroquial Pe. Domiciano.

Estiveram presentes representantes de Ouro Branco, Jardim do Seridó, Parelhas, Equador, Carnaúba dos Dantas dentre outras.    

O Encontro foi marcado pela troca de experiências nas diversas comunidades e pelo trabalho em oficinas. A Coordenação Diocesana da Pastoral da Criança mostrou-se muito satisfeita com a participação das paróquias e se sentiu feliz com o trabalho realizado por cada um dos líderes que ali se fizeram presentes.

 

Jardim do Seridó

Momento de devoção e fé na presença das relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque.

 

       Foto: Matheus Araújo

 

Relicário de Santa Margarida Maria Alacoque. Á direta os simpáticos Ailton e Ir. Benedita.

 

Como divulgamos anteriormente as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque, a Santa que difundiu a devoção ao Sagrado Coração de Jesus por todo o mundo, estiverem em Jardim do Seridó.

 

A urna contendo as relíquias chegou no dia 15/10 por volta das 17h30 ao Santuário do Sagrado Coração de Jesus. Os fiéis que desde cedo a aguardavam, receberam-na com muitos aplausos e cânticos.

 

Às 19hs foi celebrada a missa em ação de graças onde o senhor Ailton e a Ir. Benedita, que ambos acompanhava as relíquias, falaram pra comunidade sobre a vida e a missão de Santa Margarida. Na celebração se fizeram presentes os centros do Apostolado da Oração de Jardim do Seridó, Ouro Branco, Parelhas, além de outros.

 

A missa foi presidida por Pe. Joaquim José (pároco de Jardim do Seridó) e concelebrada por Pe. Alcivan Tadeus (Vigário Geral da Diocese e Pároco de Parelhas), Pe. Carlos Henrique (Adm. Paroquial de Ouro Branco) e Pe. Jocimar Domiciano (Vigário Paroquial de Jardim do Seridó).

 

No dia 16/10, os diversos movimentos e pastorais da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição se organizaram para rezar o terço a Nossa Senhora, pela qual Santa Margarida dedicava especial amor. Ás 16hs foi celebrado a missa em honra de Santa Margarida Maria Alacoque, pois este é o dia a ela dedicado. Logo depois o relicário seguiu para vizinha cidade de Caicó.    

Zonal5

Comentário do Evangelho DominicalMt 22,15-21

 

Dai a César o que é de César, mas a Deus o que é de Deus

 

(XXIX Domingo do Tempo Comum - 09/10/2008) 

 

 

 

No Evangelho deste domingo, os fariseus tentam fazer com que Jesus se contradiga através de um plano bem articulado, definido pelo próprio Jesus como plano hipócrita. Temos que ter em mente que nem todos os fariseus do tempo de Jesus eram iguais, como também nós cristãos de hoje. De fato, o “verdadeiro” fariseu era aquele que vivia a própria fé com autenticidade, pela qual as práticas externas derivavam da observância da lei de Deus como fruto de uma vida plasmada pela escuta obediente da Palavra de Deus. O verdadeiro fariseu sabia ser acolhedor, misericordioso e certamente teria prestado socorro ao samaritano perseguido e caído pela estrada de Jerusalém a Jericó.

 

Mas os fariseus que encontramos no Evangelho de hoje são hipócritas. Chamam Jesus de “Mestre”, mas não o seguem. Pedem-lhe qual seja o caminho para conhecer a verdade, mas não o percorrem. Depois, perguntam acerca da verdade, mas querem aquela cômoda, a verdade subjetiva, aquela que pode ser dominada, manipulada a seu bel prazer. A visão parcial destes fariseus ligada ao culto, mas desligada da vida, e, portanto, não incidente na vida mesma, impossibilita-lhes compreender e conhecer a Verdade. Estes fariseus são da mesma raça daqueles que Jesus reprovou na parábola do bom samaritano como incapazes de amar o próximo, mesmo se sentindo iludidos de ser amados por Deus só porque observavam as leis cultuais. Estes fariseus são muito espertos. É a esperteza cruel de quem busca os próprios interesses: eliminar Jesus porque ele incomoda. Jesus não deve ser acolhido, pois atrapalha os planos deles. Então, armam de tudo para confundí-lo e prendê-lo com a célebre frase: “é lícito ou não pagar o imposto a César?”

 

Ironia do Evangelho. Estes fariseus elaboraram a cilada para eles mesmos. Na resposta, Jesus desmascara a mesquinharia da fé deles. Ora, o povo de Israel vivia sob o domínio dos romanos. Um sinal de domínio dos romanos sobre o povo era exatamente o excesso de impostos. E então? Deus quer ou não que se pague o imposto a César? Se Jesus tivesse respondido sim, teria ido contra o povo que era sobrecarregado pelas taxas, especialmente pelos hostis zelotas, mas teria como aliados os romanos, os fariseus e os sacerdotes judaicos que dos romanos gozavam de alguns privilégios (sempre interesseiros); se tivesse respondido não, poderia ser acusado como rebelde ao imperador e ser condenado. Dessa vez, os fariseus acham mesmo que Jesus está sem saída. Mas, Jesus não cai na armadilha deles, não se deixa determinar pela pergunta como ela foi formulada. Responde a ela, mas vai muito além. Com a sua resposta, Jesus evita tal cilada, recuperando integralmente os dados da realidade. Ele revela às pessoas a sua identidade. “De quem é a imagem sobre a moeda?” O denário era uma moeda romana com o qual eram pagas as taxas. E no tempo de Jesus, o denário de prata tinha a imagem do imperador Tibério Cesar. Então, que se devolva a César aquilo que é de César, isso não representa problema nenhum pra Jesus. Por outro lado, Jesus acrescenta: mas, devolva a Deus o que é de Deus. Com isso, Jesus quer fazer entender que a pergunta sobre o imposto não diz respeito diretamente a Deus e que neste âmbito César não está em concorrência com Deus.

 

Mas, que as disposições e exigências de César podem ser respeitadas desde que não contradigam a vontade de Deus. Isso significa que toda pessoa que vive numa civilização organizada com as próprias instituições políticas, sociais, econômicas, deve ser respeitada, sua dignidade de pessoa enquanto criada por Deus a sua imagem e semelhança. É no amor por cada pessoa humana que se dá a Deus aquilo que é de Deus e a César o que é de César. Não se pode separar fé, vida econômica, política e social. A pessoa cristã não pode estar dividida, de outro modo arrisca tornar-se como os fariseus hipócritas do Evangelho de hoje. Hoje sentimos falar tanto de liberdade religiosa, ou seja, que podemos ser cristãos e que podemos manifestar nossa fé abertamente e protegida pela lei. Mas, infelizmente, há também tantas pessoas no mundo impossibilitadas de praticar sua fé, como a China, onde, por exemplo, os cristãos são obrigados a abortar o segundo filho.
Que possamos cada vez mais devolver a Deus o que é dele, colocá-lo em primeiro lugar na nossa vida, e abrirmos o nosso coração à escuta acolhedora da sua Palavra que nos liberta e nos faz capazes de entender que somos profundamente amados por ele.

 

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